segunda-feira, 15 de junho de 2009

Perguntas

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Queimar florestas, abrir fronteiras agrícolas para produzir alimentos que não precisamos, induzir comer carne como se fôssemos carnívoras (quando na verdade somos onívoros e nosso ecossistema só digere 30 a 40 gramas de proteína animal a cada 3 ou 4 horas e o resto vira bolo fecal contaminante e fonte de doenças como câncer), poluir águas, poluir o solo com agrotóxicos e inseticidas, transformar a Terra em lixeira com o hábito dos descartáveis e do desperdício (você ainda não trocou seu carro, laptop, celular, eletrodomésticos e TV Plasma? ê pobreza!), pôr filho e animal doméstico no mundo como se a população humana pudesse viver sozinha na Terra, andar de avião para lá e para cá como se isso fosse ecológica e planetariamente possível, perseguir um padrão material de consumo que se disseminado a todas populações, precisaríamos de vários planetas (ops, desculpa, só temos um!), enfim, por tudo isso posto...

...alguém ainda tem dúvida que estamos em vias de extinção?

...talvez os economistas, cuja opinião em relação à restrição da Segunda Lei da Termodinâmica foi essa: "precisamos pedir a um governante para revogá-la" (do artigo que acabei de mandar de Carlos Gabaglia Pena).

... ou o brilhante prêmio Nobel de Economia, Robert Solow, que afirmava que podíamos continuar produzindo depois que os recursos naturais acabassem...

... ou o brilhante e já extinto Julian Simon que dizia que a humanidade teria recursos para mais 7 bilhões de anos (ou seja, seríamos capazes de nos manter mesmo depois do colapso do sol...) e que a população humana podia ser de um trilhão de pessoas que não haveria problema algum (bom para ele que morreu antes disso acontecer...).

Escuta, a pergunta que não quer se calar, mas que talvez saibamos a resposta: porque pessoas supostamente inteligentes dão crédito ainda a esse besteirol inútil?

Ah, outra pergunta: porque a meta não é de desmatamento zero, mas de desmatamento contínuo, porém menor? Será que é porque achamos que os biomas brasileiros são inesgotáveis?

Hugo Penteado

2 comentários:

Eduardo GM disse...

Sim, realmente.
Ando me sentindo com esta mesma "intolerância" à burrice humana.
Está literalmente impagável.
Financeiramente, biologicamente, espiritualmente.

Sylvia Palumbo Scrocco - Yoga Clássico disse...

não se preocupe Hugo Penteado ,como você mesmo disse somos nós que seremos extintos rsrs...como você mesmo disse a Terra sentirá somente uma coceirinha rs