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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Por onde começa a sustentabilidade

Primeiro ponto

Porquê sustentabilidade? Porque o mundo todo não tem mais sustentação alguma. Como dizer isso sem colocar as pessoas em desespero, sem mostrar que elas podem ser a solução desse problema?

Segundo ponto

Somos insustentáveis, como nos tornaremos sustentáveis? Não depende de mim nem de você, caro leitor, mas de todos. O nosso destino coletivo está nas mãos de todos, ou mudamos ou perecemos, escreveu Leonardo Boff. Ou mudamos (coletivamente) ou perecemos, completaria. Mas Gandhi deixa bem claro por onde devemos começar: "você deve ser a mudança que gostaria de ver no mundo". Al Gore que me perdoe, mas falar de aquecimento global e dos riscos do planeta, morando numa casa que gasta mais energia que uma pequena cidade, viajando para lá e para cá em seu jato particular, é um total disparate. Quantos planetas compõem a pegada ecológica dele? Não dá para falar e não fazer mais. Sinto muito. E desculpa mais uma vez, temos só um planeta e não vários. Não serve de exemplo, foi útil para dar popularidade ao problema, mas inútil por não poder ser um exemplo de mudança que a coletividade precisa encarar.

Terceiro ponto

Do que depende para sermos sustentáveis? Depende de reconhecermos duas verdades (supondo claro que verdades existem...): 1) somos dependentes da natureza e 2) o planeta é finito, pelo menos do ponto de vista da matéria, embora não seja verdadeiro do ponto de vista da energia, a finitude só desapareceria se tanto matéria quanto energia fossem inesgotáveis. A Terra não é uma ampulheta de matéria e energia que possa ser virada toda vez que terminar.

Nossa dependência da natureza é tão grande que é chocante que tenhamos ignorado. Segue um pequeno exemplo e de resto, todos os pontos finais desse texto, dependem de você, meu leitor, assim como meu futuro depende de cada um de vocês, inexoravelmente.

Abelhas

SUMIÇO DE ABELHAS TAMBÉM NA ALEMANHA

Após os Estados Unidos, agora também a Alemanha começa a se alarmar com o desaparecimento de abelhas no seu território. A conceituada revista alemã Der Spiegel publicou uma reportagem com o título: “Será que plantações de transgênicos estão matando as abelhas? E num trecho do artigo:

“Uma dizimação misteriosa das populações de abelhas preocupa os apicultores alemães, enquanto um fenômeno semelhante nos EUA está assumindo gradualmente proporções catastróficas”.

E mais adiante, o vice-presidente da Associação Europeia de Apicultores Profissionais, Walter Haefeker faz uma grave advertência: “a própria existência da apicultura está em risco”. Segundo Haefeker, as causas mais prováveis seriam o ácaro Varma, oriundo da Ásia, os herbicidas, a monocultura e o uso crescente de engenharia genética na agricultura.

Ele fez ainda referência a uma citação de Albert Einstein no periódico “Der Kritischer Agrarbericht” (Relatório Agrícola Crítico):

“SE A ABELHA DESAPARECER DA SUPERFÍCIE DO PLANETA, ENTÃO AO HOMEM RESTARIAM APENAS QUATRO ANOS DE VIDA.COM O FIM DAS ABELHAS, ACABA A POLINIZAÇÃO, ACABAM AS PLANTAS, ACABAM OS ANIMAIS, ACABA O HOMEM.”

Frase atribuída a Albert Einstein.

Quando cruzar uma abelha, pode referenciá-la, porque a comida só chega no seu prato graças a ela e não apenas ao empreendimento humano (nunca nada foi devido somente ao empreendimento humano...). Einstein realmente deve ter reconhecido nossa vulnerabilidade e dependência, espanta termos esquecido, espanta ainda mais nossa teimosia em não querer lembrar.




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