domingo, 7 de junho de 2009

NOSSO FUTURO COMUM APÓIA CARLOS MINC

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Carlos Minc é ministro do meio ambiente. Seu problema é que na equação dos governos do mundo todo o meio ambiente não é levado em conta em nenhum lugar. Por uma série de mitos, sancionados pelos economistas tradicionais, a natureza é vista como um subconjunto da economia. A realidade é justamente o inverso: a economia é que é um subconjunto da natureza e do planeta. Por causa desse mito, a necessidade de desenvolvimento está inviabilizando a capacidade da Terra continuar sustentando todas as formas de vida na Terra, inclusive a nossa, nesse infinitesimal espaço temporal do planeta. A vida inviabiliza agora, por nossas próprias atitudes, mas isso não será o fim, pois para o planeta e sua história de bilhões de anos, esse fato e nós mesmos não temos relevância alguma.

Somos nós, nossa espécie animal, e as inocentes, que irão perder com isso. Causamos por conta dessa cegueira dos demais ministérios que combatem a visão sistêmica de Minc a maior extinção em massa de espécies animais e vegetais dos últimos 65 milhões de anos. E é muita ingenuidade achar que essa extinção jámais irá se voltar contra os causadores.

O FIM DA AMAZÔNIA é o fim do Brasil e o único ministro do governo Lula que sabe isso e quiçá uma das poucas pessoas do governo inteiro que sabe isso é o Carlos Minc. Minc é uma ovelha na toca dos leões e essa cegueira geral é reforçada pela atitude dos brasileiros, que não cobram do governo iniciativas que mostrem que o Brasil é capaz de fazer algo diferente dos países ricos e populosos, como a China e os Estados Unidos, que destruíram seu meio ambiente todo e que agora sugam a natureza de lugares como o Brasil a custo zero, colocando em risco principalmente a vida dos brasileiros. Estou escrevendo, vivendo, respirando por causa da Amazônia estar ainda funcionando como um organismo vivo. Todos nós dependemos da Amazônia e de outros ecossistemas brasileiros para viver. Não existem mundos artificiais e a única forma de consertar essa confusão toda e esse processo suicida é ensinar a interação homem natureza.

Estamos longe de uma mudança dessa natureza e os esforços de quase todos os homens poderosos desse país vão na direção de jogar todos nós em direção ao precipício, assim como o vôo AF447.

Por isso tudo posto e por todo conhecimento de mais de 50 anos de meio ambiente e economia ecológica que cientistas sérios realmente tentando mostrar caminhos verdadeiros e não os que apenas satisfazem interesses econômicos gananciosos de curto prazo, o NOSSO FUTURO COMUM apóia o ministro Carlos Minc.

2 comentários:

Lívio Nakano M.D. disse...

Caro Hugo,

Esta recente investida do lado dos "ruralistas" contra grande parte dos avanços anteriormente conquistados merece uma mobilização proporcional e profissional a altura.
Como voce já é familiarizado com o tema, eu lhe pergunto, se esta mobilizaçao, com criação de uma equipe ativa e profissional de lobistas, estaria ao alcance ou é apenas um sonho distante.
Poderiamos articular via internet, mas é fundamental a ação pessoal, ligando, conversando, marcando presença mesmo, e diretamente voltada para os parlamentares, em especial aqueles "ainda" não alinhados.
ONG já experientes, poderiam oferecer know-how.
Qual a sua opinião?
Abraço
Livio

ziulsorrab disse...

O mito da "America Latina, berço de uma nova civilização" está em perigo, se não dermos apoio a Carlos Minc.

Onde estão os adversários? Como pensam, como sentem, qual a ideologia que professam? Será que a Lei que a tudo e a todos rege não nos fortalece?
Nossas vidas dependem do modo de produzir mercadorias e serviços. Há as religiões, as filosofias, as ideologias, a arte e a cultura.

A produção se baseia em que? Por exemplo, na antroposofia, a economia deveria se basear na fraternidade e não numa distorção da liberdade, neste caso idolatrada como “livre iniciativa”.

No caso do economista E.F. Shumacher, autor do “O negocio é ser pequeno” (Small is beautiful) a economia deveria seguir os princípios do Budismo, onde “o máximo de conforto deve acontecer com o mínimo de consumo” e não medir a economia pelo padrão de consumo (tem até o uso desse item para avaliar a força da economia nos EUA).

Do Bhagavad Gita posso deduzir que “o sofrimento existe. A causa do sofrimento é o apego de se pensar exageradamente nos bens materiais”. É o uso errôneo! da razão que nos distingue dos animais.

Do cristianismo “o amar ao próximo, se contrapondo à ambição, cobiça, inveja.

De H. Penteado a trilogia; Planeta, humanos, economia, nesta ordem de prioridade e não ao contrario, como no caso do uso da floresta amazônica submetida a critérios econômicos em primeiro lugar.

Tudo isso é contrario a LEI que nos regeria. Uma energia inconsciente nos empurra para transgredi-la. Por que?
É que somos instintivamente individualistas. É a fase infantil do “é meu”. Somos “naturalmente” impelidos para a competição e não para a colaboração. Só conseguimos ser cooperativistas, associativistas, adeptos da economia solidária quando obrigados pelas circunstancias.

Por que o ministro Carlos Minc, como a Marina da Silva se defrontam com o monstro no interior da bancada ruralista e dos petistas que querem asfaltar uma rodovia já aberta e como tal não precisaria de estudos de impacto ambiental?

Porque usam de argumentos imorais os que queriam plantar arroz na Raposa do Sol? Como assegurar que o asfaltamento da rodovia não traga mais impactos quando de antemão sabemos que um Estado mínimo não tem como barrar o desmatamento. Tem de haver uma explicação.

Como disse acima, naturalmente, instintivamente tendemos para o material, para o mais denso, para a posse, para o ter. Fomos inquinados a produzir, produzir, produzir, para consumir, para exportar, para ofertar empregos, para não considerar o uso inconseqüente dos recursos naturais. Somos impelidos a gerar mais população sem a contrapartida da paternidade responsável.

Daí que hoje só exite uma ideologia para satisfazer essas tendências.

O CAPITALISMO com tudo o que isso significa. O império do “proveito próprio”, Estado mínimo, Mercado livre, a “Mão invisível” que faria a justiça distributiva, a guerra, a concentração da riqueza, a “livre iniciativa empresarial”, “o lucro acima de tudo”, o aumento do PIB, a educação e a saúde privatizadas. A globalização, a ALCA. Reagan, Thatcher, Bush.....e o “crescei e multiplicai-vos”

Os seus arautos nos impõem o “pensamento único, hegemônico, o “fim da História”. Não há alternativas. Aquele imperfeito que existiu foi fulminado pela ideologia capitalista. Era utópico professar que o ser humano possa ser feliz no trabalho.

Para o capitalismo pouco importa se o trabalho aliena o que importa é o lucro. Quem não se lembra do 1 mandamento da TAM “O lucro é insubstituível”, ainda mais agora com acidentes aéreos. Outro dia um cantor que participava da vigília no congresso para proteger a floresta amazônica, com uma campanha da atriz Cristiane Torloni, dizia “enquanto houver economia não pode haver ecologia”, ou como N. Chomsky “O lucro ou as pessoas”

Estamos num beco sem saída. O socialismo, cheio de defeitos, entre eles o de tornar “obrigatória” a solidariedade não mais existe, substituído pelo dogma da liberdade irrestrita do capitalismo hegemônico que nos conduziria a uma sociedade mais justa.