Mostrando postagens com marcador bicicleta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bicicleta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bicicletas salvam 12 por ano em Barcelona

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Boas pedaladas!

Bicicletas salvam 12 por ano em Barcelona

Desde que foi implementado, em 2007, o Bicing, sistema público de aluguel de bikes catalão, ajudou a reduzir em 24% as mortes na cidade e as emissões de CO2

Bicing: sistema público de bicicletas de Barcelona

Bicing: sistema público de bicicletas de Barcelona

Segundo estudo do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal), o sistema público de bicicletas da capital catalã, conhecido como Bicing, é capaz de evitar 12 mortes por ano e a emissão de mais de 9 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) na tamosfera. Desde que foi implementado, em março de 2007, o sistema ajudou a reduzir em 24% as mortes anuais na cidade.

A pesquisa "Transporte, Poluição do Ar e Atividades Físicas" foi a primeira a analisar o impacto na saúde do uso da bicicleta no centro urbano. Para realizar o trabalho, os autores levaram em conta não apenas o número de usuários de Bicing e taxa de mortalidade esperada para a população de Barcelona, mas os níveis de atividade física e os riscos de se dirigir carros na cidade.

São Paulo – Que andar de bicicleta faz bem para a saúde e para o meio ambiente, todo mundo sabe. Tanto que várias cidades do mundo vêm estimulando o uso do veículo não poluente através de sistemas públicos de aluguel. Mas a população de Barcelona agora tem um motivo a mais para abraçar as magrelas - já que elas podem salvar vidas.

De acordo com os cientistas, o grande destaque da pesquisa foi a conclusão de que os efeitos positivos das bicicletas, longe de serem associados a um esforço físico extenuante, refletiram pedaladas curtas, em média de 3,2 km, com duração de 14 minutos - como uma ida ao trabalho ou ao supermercado.

Os resultados do estudo, publicado no British Medical Journal, são baseados em dados dos usuários do Bicing em 2009, ano em que foram incluídos neste serviço 11% dos residentes de Barcelona. No período, 68% das viagens foram feitas para ir para o trabalho ou escola, e 37% deles foram combinados com outros meios de transporte. Atualmente, o Bicing conta com 6.000 bicicletas, 420 estações e 120 mil inscitos.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Transporte

Por favor se comentar deixe um email para contato.

A única saída para humanidade é o abandono do carro nas cidades em prol de transportes mais neutros, como andar a pé ou de bicicleta, e transporte coletivo. Eu detesto falar na primeira pessoa, mas eu ando 16 quilômetros por dia de bicicleta, da Avenida Paulista até o final da Av. Juscelino Kubitschek com a Marginal.

A cidade de São Paulo caminha para um colapso, onde aqui nasce mais carro do que bebê e a prefeitura, embora deveras preocupada, ainda tomou poucas medidas e algumas delas poderiam ser adotar isenções tributárias para quem usa transportes mais humanos e construir ciclovias. Enfim, a iniciativa da prefeitura abaixo é um bom início. Logo estaremos às voltas com várias medidas severas, como já foram adotadas em outras cidades do mundo como México e Londres, como pedágios urbanos, restrições maiores de rodízio, proibição de venda de veículos ou venda condicionada a retirada de um usado de circulação, mandando-o para o desmonte. Não é mais uma questão de querer manter o benefício de andar num automóvel (que alguns insistem que precisa ser cada vez maior para mostrar aos outros) e que possui velocidade média igual ao de uma galinha, por tanto tempo que fica parado. Trata-se agora de se adaptar a essa dura realidade chocante, que deriva da teimosia humana de ir até o limite do espaço físico, restrição mais óbvia e mais insuperável, porém não é a mais perigosa de todas, posto que a restrição ecológica é muito mais restrita e será atingida antes mesmo de ocuparmos todo o espaço físico da Terra com nossas construções e cacarecos. Como essas restrições irão se processar não sabemos muito bem, mas isso não significa que devam ser testadas, pois o que está em jogo é a vida na Terra (inclusive a humana, porque não somos deuses). É hora de todos acordarem: a Terra é um Titanic sem bote salva-vidas.

Como Monbiot escreveu ontem no Guardian, parece que a humanidade irá testar até o limite a capacidade de suporte do planeta e nada a deterá.

Bom dia !!!

A Prefeitura de São Paulo, com apoio da Caloi, iniciou um projeto chamado U-Bike, que visa promover um novo olhar de Sampa sob a ótica da bicicleta. Tratam-se de passeios leves, que visam pontos turísticos. Os passeios ocorrem nas manhãs de sábados e domingos e, no momento, partem da frente do hotel Unique.

É uma boa opção para quem não tem bicicleta ou ainda não está acostumado ao ciclismo urbano.

Boas pedaladas !!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Quer pedalar? Chame o "bicianjo"

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Esta quarta, dia 22, é o Dia Mundial Sem Carro. Mas São Paulo ainda não é uma cidade muito amigável para quem quer usar a bicicleta como meio de transporte. Sem ciclovias e tendo que enfrentar um mar de carros dirigidos por motoristas estressados e sempre com pressa, pedalar nesse trânsito caótico dá medo. Parece uma aventura. Mesmo assim, tem cada vez mais gente encarando esse desafio com uma ajuda que parece vinda dos céus. Sãos os bicianjos que orientam aqueles que querem trocar o carro pela "magrela".
(...)
Quem recorreu a um bicianjo, há dois anos, foi o economista-chefe do Santander Asset Management, Hugo Penteado, de 45 anos. Faça sol ou faça chuva, ele pedala 16 quilômetros ida e volta até o trabalho. "Não tenho o menor medo. Logo no começo eu percebi que não era tão perigoso. Basta seguir as regras. Pedalar é se tornar mais humano. "

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sonho realizado.

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Andar de bicicleta pelas ruas de São Paulo é uma maneira inteligente de reverter a situação horrenda na qual estamos, presos nos caixões de cemitério que são os automóveis feios que inventaram para nós, principalmente as SUVs, que são carros horrorosos e perigosos, porque não foram feitos para estradas e ruas planas e sim para pistas desniveladas e seu índice de acidentes é cinco vezes maior que o de um carro convencional. Sem falar na poluição que causa câncer com a nossa gasolina e diesel, que são as piores do mundo em concentração de chumbo e enxofre, uma conquista que não condiz em nada com a visão ufanista do nosso país dos Jogos Olímpicos e da Copa. É hora de falar menos e fazer mais.

Na verdade, a sensação de liberdade é enorme. Não senti medo nenhum momento. Fui acompanhado pelo bice-anjo Leandro Valverdes, um ciclo-ativista, amigo do Daniel Pasqualini. Foi ele que me vendeu a bicicleta e como bice-anjo ele acompanha os principiantes como eu. Foi a realização de um sonho, eu me senti criança novamente, fiquei comovido, pude me re-integrar na cidade. Comovido porque a cidade deveria ser feita para as pessoas e não para os automóveis, máquinas da morte, que são erradamente vendidos sob a falsa ilusão de poder e proteção. Um carro a 40 km/h tem a resistência de uma caixa de papelão e todos nós conhecemos dezenas de pessoas amigas e familiares que morreram de forma dolorosíssima em acidentes de carros. Eu mesmo perdi dois primos nos seus 20 anos. Duas famílias inteiras aparentadas próximas a nós morreram em acidentes de automóveis. A lista é infinda.

Assim como os cigarros vem com avisos de perigo, automóveis deviam ter a mesma advertência. Aos poucos vou relatar a vocês, amigos do blog, essa minha experiência, mas só posso dizer que fiquei muito feliz e posso recomendar a todos que andar de bicicleta e andar a pé em São Paulo é uma maneira incrivelmente poderosa de humanizar essa cidade e nos humanizar.

Realizei um sonho.

Hugo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ciclistas em São Paulo

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Bici-anjos ajudam ciclistas inexperientes pelas ruas de SP

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MRP1091087-5605,00.html

Ciclistas experientes são anjos da guarda dos novatos no trânsito.
Eles acompanham pessoas de casa ao trabalho até elas perderem medo.

Eles acompanham ciclistas novatos, dão dicas de roteiro e quais medidas de segurança devem ser adotadas. Os chamados bici-anjos são ciclistas mais experientes que fazem o papel de anjos da guarda dos novatos até que eles se sintam seguros em trafegar pela cidade de São Paulo. O trabalho dos "padrinhos" é como o de um instrutor de uma “bike-escola”. Os mais experientes vão do lado dos principiantes em trajetos como entre a casa e o trabalho. A diferença é que os bici-anjos fazem isso sem cobrar nada. O objetivo deles é estimular o uso da bicicleta.

“É uma forma de ajudar as pessoas e incentivá-las a usar um meio de transporte melhor”, diz o analista de sistemas Bruno Gola, de 21 anos, que já acompanhou três iniciantes pelas ruas da cidade, dois deles nem eram seus amigos. “A gente se conhece na bicicletada ou alguém pede ajuda na lista de e-mail”, conta ele, que há um ano usa só a bicicleta para se locomover pela cidade e até colocou o carro a venda. “Desde que comecei a usar a bicicleta melhorou meu humor, meu ânimo, meu corpo”, diz ele. A bicicletada reune ciclistas toda última sexta do mês. O ponto de encontro é a Praça do Ciclista, que fica no canteiro central da Avenida Paulista entre as ruas da Consolação e Bela Cintra.

Outro que também faz o papel de bici-anjo é o cicloativista Leandro Valverdes, que diz já ter acompanhando pelo menos dez pessoas que temiam circular sozinhas pelo trânsito paulistano. “A gente vai junto e dá dicas para deixar a pessoa segura”, diz. Ele afirma que o maior medo dos iniciantes é ser atingido por um carro ou ônibus.

De acordo com Valverdes, antes de colocar a bicicleta na rua é preciso traçar um roteiro para evitar avenidas de fluxo intenso, como as marginas e a Avenida 23 de Maio. “Nem sempre o caminho do carro ou do ônibus é o melhor para o ciclista”, adverte. “Outro erro crasso é andar na contramão, não se deve fazer isso”, acrescenta.

Continue lendo...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um pedaço de mim morreu

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Inventamos uma cidade que tem que servir aos automóveis. Não temos uma cidade voltada para as pessoas, mas para se transformar num inferno. São Paulo tinha que fazer uma moratória de carros e investir em ciclovias e em transporte público, mas essa cidade está atrasada 100 anos. A indústria automobilística empregava 150.000 em 1950 e só 50.000 hoje, embora produza muito mais carros. Está na hora dessa indústria mudar para obter um equilíbrio urbano, humano com o planeta e com a vida. Está mais do que na hora disso acontecer, no entanto, estamos querendo esticar a corda até rompê-la e o mais assustador é que quando a corda romper, não haverão vencedores, todos, sem exceção, irão cair com ela. Sei que é difícil: mas lutem contra o automóvel, ele não é mais importante que seu bem estar, que a sua vida e nem pode ser fonte de felicidade. Fico horrorizado quando ouço alguém dizer: "Estou tão feliz por comprar tal automóvel." As pessoas precisam entender que a felicidade não se acha nas coisas, muito menos numa das coisas mais feias que existem na Terra, que são os carros.

Segue mensagem de André Pasqualini sobre a morte de Márcia Prado:

Aos amigos, não era eu a vitima fatal, mas uma grande amiga minha, cicloativista e participante ativa da Bicicletada.

Minha homenagem a ela esta no meu site, que por 7 dias estampará a minha home.

http://www.ciclobr.com.br/

Eu não morri, mas um pedaço de mim se foi com ela. Poderia ter sido eu, como qualquer um dos mais de 300 mil ciclistas que lutam nessa cidade com uma arma não letal.

Abraços de uma pessoa com coração em frangalhos.


André Pasqualini
www.ciclobr.com.br
andre@ciclobr.com.br

Colaboradores