segunda-feira, 29 de junho de 2009

Energia (mais) limpa nos EUA: aprovação histórica na Câmara. Motivo de comemoração?

Por favor se comentar deixe um email para contato.

O modelo continua sendo da seguinte forma: não abro mão do lucro, mas abro mão do planeta. Surrealista, para variar, coletivamente continuamos irracionais e suicidas. Acreditar que a economia pode ser maior que o planeta, que o planeta é um subsistema da economia e que poderemos produzir coisas sem recursos naturais , água incluso, não só deu vários prêmios Nobel a vários economistas brilhantes, como é a crença dominante e a única possibilidade percebida de desenvolvimento disponível para nossa espécie animal.

Queremos resolver o único problema que acreditamos existir, o de energia, ignorando por completo uma visão sistêmica que elimine as contradições do nosso sistema e da nossa sociedade. E o problema de matéria? Ao manter tudo inalterado, essas intenções não só são contraditórias com a insistência no modelo do crescimento eterno, como não resolvem o maior dos nossos problemas que é a contínua e crescente pressão antrópica sobre os ecossistemas todos que sustentam todas as formas de vida na Terra, inclusive a nossa, pois não passamos de mais um bicho na Terra, fortemente vulnerável e interdependente, onde o individualismo só serviu para cegar e ceifar nossas almas.

É muito pouco provável que tamanha meta de reduções de emissões sejam atingidas, se ao mesmo tempo mantiverem métricas falsas, modelos unidisciplinares com metas de expansão econômica e de lucros. Continuamos na direção do precipício, com uma única diferença: agora acreditamos que a energia limpa irá eliminar todos os problemas e poderemos manter nossos estilos de vida e o atual status quo sem alteração alguma. Substituímos um mito por outro com uma voracidade incrível. Infelizmente.



Obama pede que Senado também aprove lei ambiental
Queria pedir para cada senador que não tenha medo do futuro, diz o presidente após vitória na Câmara
Luiz Raatz, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado, 27, em seu programa semanal de rádio que o Senado aprove a lei que limita a emissão de gás carbônico, um dos gases apontados por cientistas como causador do aquecimento global. Foi a primeira vez que o Legislativo dos EUA aprova uma lei para reduzir a emissão de poluentes.

"Queria pedir para cada senador e para cada americano que não tenha medo do futuro. Não acreditem na desinformação. Não há contradição entre investir em energia limpa e crescimento econômico. Não é verdade", disse o presidente no áudio disponibilizado no site da Casa Branca (em inglês).

A Câmara dos EUA aprovou a lei na sexta-feira à noite por 219 votos contra 212. O texto estabelece limites para emissões de gases causadores do efeito estufa e um mercado de créditos de carbono.
De acordo com a proposta aprovada na Câmara, que ainda precisa passar pelo Senado para se tornar lei, os EUA se comprometem a reduzir em 17% as emissões até 2020 e 83% até 2050, em relação aos níveis de 2005. A lei estabelece que, até 2020, 15% da eletricidade do país precisa vir de fontes renováveis como energia solar e eólica.

Segundo Obama, estes investimentos vão gerar empregos. "Não se enganem. Esta lei vai gerar empregos. A energia limpa já gerou 3 mil vagas temporárias em uma usina de energia solar na Califórnia. Em Michigan, a produção de energia eólica deve criar 2,6 mil empregos".

Para aliviar os custos da lei para indústrias americanas, inicialmente serão leiloados 85% dos créditos de carbono. A medida foi criticada por ambientalistas, mas era a única forma de conseguir apoio de legisladores de Estados produtores de carvão. Também foram inseridas concessões para agricultores e produtores de etanol de milho.

O presidente americano, que saudou a aprovação da lei como 'histórica', disse que pretende transformar o país no líder na produção de energia limpa. "A nação que liderar a produção de energia limpa será a líder da economia mundial no século XX", afirmou Obama.




THE WHITE HOUSE
Office of the Press Secretary

EMBARGOED UNTIL 6:00 AM ET, SATURDAY, June 27, 2009
WEEKLY ADDRESS: President Obama Calls Energy Bill Passage Critical to Stronger American Economy

WASHINGTON – In his weekly address, President Barack Obama praised the House of Representatives for passing the energy bill on Friday evening. This historic piece of legislation will not just lessen our dependence on foreign oil, but also spark a clean energy transformation in our economy that will create millions of new American jobs that pay well and cannot be outsourced. Clean energy and the jobs it creates are critical to building a new foundation for our economy.
The audio and video will be available at 6:00am Saturday, June 27, 2009 at www.whitehouse.gov.

Prepared Remarks of President Barack Obama
Weekly Address
The White House
June 27, 2009

Yesterday, the House of Representatives passed a historic piece of legislation that will open the door to a clean energy economy and a better future for America.
For more than three decades, we have talked about our dependence on foreign oil. And for more than three decades, we have seen that dependence grow. We have seen our reliance on fossil fuels jeopardize our national security. We have seen it pollute the air we breathe and endanger our planet. And most of all, we have seen other countries realize a critical truth: the nation that leads in the creation of a clean energy economy will be the nation that leads the 21st century global economy.
Now is the time for the United States of America to realize this too. Now is the time for us to lead.
The energy bill that passed the House will finally create a set of incentives that will spark a clean energy transformation in our economy. It will spur the development of low carbon sources of energy – everything from wind, solar, and geothermal power to safer nuclear energy and cleaner coal. It will spur new energy savings, like the efficient windows and other materials that reduce heating costs in the winter and cooling costs in the summer. And most importantly, it will make possible the creation of millions of new jobs.
Make no mistake: this is a jobs bill. We’re already seeing why this is true in the clean energy investments we’re making through the Recovery Act. In California, 3000 people will be employed to build a new solar plant that will create 1000 permanent jobs. In Michigan, investment in wind turbines and wind technology is expected to create over 2,600 jobs. In Florida, three new solar projects are expected to employ 1400 people.
The list goes on and on, but the point is this: this legislation will finally make clean energy the profitable kind of energy. That will lead to the creation of new businesses and entire new industries. And that will lead to American jobs that pay well and cannot be outsourced. I have often talked about the need to build a new foundation for economic growth so that we do not return to the endless cycle of bubble and bust that led us to this recession. Clean energy and the jobs it creates will be absolutely critical to this new foundation.
This legislation has also been written carefully to address the concerns that many have expressed in the past. Instead of increasing the deficit, it is paid for by the polluters who currently emit dangerous carbon emissions. It provides assistance to businesses and families as they make the gradual transition to clean energy technologies. It gives rural communities and farmers the opportunity to participate in climate solutions and generate new income. And above all, it will protect consumers from the costs of this transition, so that in a decade, the price to the average American will be just about a postage stamp a day.
Because this legislation is so balanced and sensible, it has already attracted a remarkable coalition of consumer and environmental groups; labor and business leaders; Democrats and Republicans. And I want to thank every Member of Congress who put politics aside to support this bill on Friday.
Now my call to every Senator, as well as to every American, is this: We cannot be afraid of the future. And we must not be prisoners of the past. Don’t believe the misinformation out there that suggests there is somehow a contradiction between investing in clean energy and economic growth. It’s just not true.
We have been talking about energy for decades. But there is no longer a disagreement over whether our dependence on foreign oil is endangering our security. It is. There is no longer a debate about whether carbon pollution is placing our planet in jeopardy. It’s happening. And there is no longer a question about whether the jobs and industries of the 21st century will be centered around clean, renewable energy. The question is, which country will create these jobs and these industries? I want that answer to be the United States of America. And I believe that the American people and the men and women they sent to Congress share that view. So I want to congratulate the House for passing this bill, and I want to urge the Senate to take this opportunity to come together and meet our obligations – to our constituents, to our children, to God’s creation, and to future generations.
Thanks for listening.

Um comentário:

Luiz Carlos disse...

Vejam que belo exemplo de sustentabilidade na Inglaterra

http://www.silvaporto.com.br/blog/?p=209

Luiz Pôrto
Lcporto@silvaporto.com.br