terça-feira, 17 de dezembro de 2013

And so reality is opening the doors...

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Even Guardian (and Monbiot) are culprits of such mistakes.

Imagine Monbiot and his defense of nuclear energy.  I am still waiting for Monbiot accepting the invitation to leave around Fukushima to help in that huge taks of removal of tons and tons and tons of nuclear fues in fusion in a ruined pool that if “something goes wrong” would be a cataclism. This with just one nuclear plant... while we have 439 plants all over the world and 99% of nuclear residuals since the beginning of this activity still does not have a final and safe destination...


Moreover: we are producing more energy just to be wastened.  As claimed today, 73% of global supply is just wastened.  Waste can be found in our food habits and in our food industry. In fact it can be found anywhere there is a human industrial activity.  As a matter of fact, waste increases GDP,while ecossystems around us are dying.

What’s wrong with Science

And Nature. And Cell. A Nobel prize-winner attacks elite journals

Dec 14th 2013 | From the print edition

BLUNT criticism is an essential part of science, for it is how bad ideas are winnowed from good ones. So when Randy Schekman, one of the 2013 crop of Nobel prize-winners (for physiology or medicine, in his case), decided to criticise the way scientific journals are run, he did not hold back.

Dr Schekman chose the week of the prizegiving (the medals and cheques were handed over on December 10th) to announce that the laboratory he runs at the University of California, Berkeley, will boycott what he describes as “luxury journals”. By that he meant those commonly regarded as the most prestigious, such as Cell, Nature and Science.

He levels two charges against such journals. The first is that, aware of their pre-eminence and keen to protect it, they artificially restrict the number of papers they accept—acting, as he put it in an interview with the Guardian, a British newspaper, like “fashion designers who create limited-edition handbags or suits…know[ing] scarcity stokes demand”. Their behaviour, he says, is more conducive to the selling of subscriptions than the publishing of the best research.
Second, he argues that science as a whole is being distorted by perverse incentives, especially the tyranny of the “impact factor”, a number that purports to measure how important a given journal is. Researchers who publish in journals with a high impact factor—like the three named above—can expect promotion, pay rises and professional accolades. Those that do not can expect obscurity or even the sack, a Darwinian system known among academics as “publish or perish”.

Dr Schekman may not be the most disinterested commentator. Besides his job at Berkeley, he also edits eLife, an open-access journal (in other words, one that does not charge its readers) with ambitions to compete with the top dogs, and which is bankrolled by a trio of wealthy science charities. But working scientists will tell you, perhaps after a few drinks, that he is far from alone in his views. Scarcity of space is meaningless in a world in which more and more research is distributed online. And many worry that the pressure to publish flashy research in glitzy journals encourages hype and faddishness, and rewards being first over being thorough. Jobbing scientists can be reluctant to speak up, fearful of the damage they might do to their careers by rocking the boat. But one of the many perks of being a Nobel laureate is that you no longer have to worry about such things.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Poder e sustentabilidade

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Missiva de Virasni Ohmni

Meu caro amigo Hugo,

Vou lhe enviar dois artigos interessantes.

Esse mundo de obsolescência gerando lixo que o planeta não comporta nunca esteve tão forte como agora e tão longe da almejada sustentabilidade.

Esse mundo linear do extrai-produz-consome-descarta dentro do modelo casa-carro-celular-viagem-ao-exterior nunca esteve tão forte e e tão longe da almejada sustentabilidade. Agora pela escala atingira, esse mundo linear é sobremaneira perigoso, não só porque começou a alcançar os retardatários dos países pobres com o mesmo modelo suicida dos países ricos, que só não colapsaram porque sugam as externalidades a custo zero além das suas fronteiras via comércio global.

Finalmente, a TEPCO está esperando os voluntários que “vêem energia nuclear com outros [bons] olhos” para ajudar da remoção de 1554 barras de combustível, que pesam juntas 300 toneladas e está dentro de uma piscina suspensa que pode ruir a qualquer momento e fazer da contaminação de Tchernobyl um pelinho apenas.  Aliás, acho que quem vê energia nuclear com outros bons olhos deveria ir morar no Japão. Pode ser até Tóquio para facilitar.

Falar uma coisa é fácil.  É preciso vivenciá-la na pele. Aliás os economistas precisam se comprometer com as suas palavras, para provar que suas idéias são concretas, não fantasiosas...

Temos um problema com a sustentabilidade.  Se for realmente implementada, a superclasse que domina o planeta perde o poder.  Na verdade, o poder foi feito para servir e não para se servir dele (Sócrates).  Sustentabilidade mudaria totalmente a direção de quem se beneficia nesse sistema: uns poucos que sugaram a alma de bilhões ou a vasta maioria que anda como vivo-morto pelas ruas…  Aliás como até os “sustentáveis” esqueceram as pessoas, não?  O futuro do nosso ambiente infelizmente não irá depender de giravas, ursos pandas, arara azul, mas da nossa espécie animal totalmente esquecida.

Seu amigo idoso,

Virasin Ohmni

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A última rave da Humanidade: shale gas and oil

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O mito do problema único de energia foi discutido em seus livro pelo Nicholas Georgescu Roegen, mas ele se materializou diante de mim quando Sir Nicholas Stern deu ao vivo e a cores a seguinte reposta à pergunta que fiz sobre o mito do crescimento:  “Hugo, se acharmos uma fonte infinita e limpa de energia, o crescimento da economia pode ser eterno, não há mais limites.”

É como se a energia não fosse usada para movimentar, transformar, mudar, alterar, usar matéria, como se matéria e energia não se combinassem o tempo todo ou como os físicos dizem, tudo à nossa volta é matéria e energia e para ter mais dois dois, precisamos mais dos dois.

Quando lemos a crítica de Roegen sobre o mito do problema único de energia e a forma como o problema principal é de matéria, parecia exagerado, porque qualquer criança de cinco anos conseguiria entendê-lo.  É um mistério que só as crianças entendam isso não, o poder político-econômico corrupto mancomunado não.  Outras visões científicas mostram que a Terra não nos oferece problema como fornecedor de recursos e que é um ledo engano achar que vamos ficar sem os recursos palpáveis como petróleo, gás, ferro, etc se sequer exploramos 5% da nossa crosta. O problema que o planeta nos oferece é como absorvedor do impacto das nossas atividades e ao mesmo tempo manter os mecanismos de sustentação da vida na Terra, a regeneração bioquímica da água, do ar e do solo.

Se o ser humano é parte da vida una planetária, teremos um problema muito sério no prazo de 10-20 anos, mas se formos deuses não. Nós nos comportamos como se fôssemos deuses. Deuses inconscientes de todo o resto, e cruéis.  Deuses não, demônios.

O mito do problema único de energia virou o mito da energia limpa para resolver o mito do problema único do aquecimento global e por aí vai. A Terra não é ilimitada, mas a nossa capacidade de geraçaõ de mitos sim. A nossa vontade de mudar é mais finita que a Terra, portanto, somos muito mais finitos que a Terra, na verdade, a filosofia do nunca morri é nosso maior mal, essa espécie que com tanta informação poderia mudar seu destino, faz o contrário.  Eu escrevo esse email agora, isso significa que não morri até agora. Significa que nunca morrerei?  A Terra nunca expulsou a espécie humana nos últimos segundos de sua vida que aqui chegamos.  Isso significa que nunca o fará?

Hugo


Botswana: Fracking the Kalahari


     Nov. 19, 2013 (All Africa Global Media) -- While a fierce debate rages about fracking in South Africa and elsewhere, the Botswana government has been silently pushing ahead with plans to produce natural gas, keeping the country in the dark as it grants concessions over vast tracts of land, including half of the Central Kalahari Game Reserve - the ancestral home of the San.
     A new documentary film - the High Cost of Cheap Gas - has uncovered incontrovertible evidence that drilling and fracking are underway in Botswana and that international companies are planning massive gas operations in the future. But there has been little attempt to inform the public, despite growing international concerns about the harmful effects of natural gas production.
     "The people of Botswana have the right to know about developments on this scale and to be given the chance to publicly debate their pros and cons and then decide whether natural gas production is in their best interest," said Jeffrey Barbee, Director of the film, which was funded by the Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA).
     For more than a decade, the authorities in Botswana - routinely referred to as one of Africa's best governed states - have been quietly granting licences to international companies.
     South Africa's SASOL, Australian-based Tamboran Resources, Anglo American, Tlou Energy, Kalahari Energy, Exxaro and many more are drilling for Coal Bed Methane (CBM) without any public debate about the industry, particularly the serious threats these large scale developments pose to the environment and communities.
     While activists have been campaigning against the extraction of shale gas and coal bed methane for years, the film documents alarming new evidence from the United States, exposing the damage these industries can inflict on human and animal health, and the environment.
     Structural problems with the entire production process mean that 'unconventional' natural gas like this can end up being 'dirtier' than coal - contributing even more to greenhouse gas emissions and global climate change.
     For a water scarce country like Botswana gas extraction - whether through fracking or simple drilling - poses another worrying threat: Coal Bed Methane extraction requires vast amounts of water to be pumped out of the ground, which can significantly lower the water table. In some parts of America, where this process was pioneered, water tables have dropped by as much as 30 meters.
     "Lowering the water table in parts of rural Botswana could mean the difference between a community having access to water one day and not the next," said the film's director, Jeffrey Barbee.
     "It might be in Botswana's best interests to allow fracking but only if all the potential impacts based on the latest science - not just the promises of gas companies - are openly debated and if the regulations are tough enough and are rigorously enforced long after drilling has stopped."
     However, if America is anything to go by, the natural gas industry is adept at undermining, bypassing or riding roughshod over government regulations and regulators.
     Astonishingly, fracking companies in the USA are not bound by the Clean Air Act, the Community Right to Know Act or the Clean Water Act.
     And despite Botswana government claims to the contrary, a senior official at SASOL, which is planning thousands of gas wells in Botswana, says in the film that they were not required to produce an environmental management plan.
     Apparently, SASOL did produce one anyway since it is international best practice, but other companies might be more willing to exploit this inexplicable weakness in the regulations.
     In particular, there are fears that the hard won right of the San to live on, and access water from, their ancestral land will be threatened by the coal bed methane concessions in and around the Central Kalahari Game Reserve.
     Indeed, according to the film, drilling is already taking place within the confines of the world famous reserve.
     Elsewhere in the country, the unfenced buffer zones on the borders of other bio-diversity rich - and economically important
- national parks, like Chobe and Kgalagadi, are already being drilled.
     In fact, it appears that the government has also granted some concessions within Chobe National Park. This endangers not only the local communities but also the largest herd of migrating elephants left in the world.
     The gas industry promises jobs and economic development but evidence from the USA shows that the few local jobs are created and that riches usually do not trickle down to the local communities, who have to live with the extraction.
     "It is time for the Botswana government to come clean about natural gas operations in the country and to encourage an open and genuine debate so that the population can decide what is best for them and their country - not just an elite few", said Barbee.
     "Instead the authorities keep everyone in the dark, particularly the San, who now face another grave threat to their future from Botswana's secretive dash for gas."
     Documentation:
     Botswana mineral concession map of energy minerals for September 2012
     Overview of High Cost of Cheap Gas film
     High Cost of Cheap Gas photo gallery
     Botswana accused of sacrificing Kalahari

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cuba? E o resto?

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WWF APONTA CUBA COMO ÚNICO PAÍS COM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,AA1323118-5603,00-WWF+APONTA+CUBA+COMO+UNICO+PAIS+COM+DESENVOLVIMENTO+SUSTENTAVEL.html

Relatório bienal da organização, apresentado em Pequim, diz que apenas os cubanos cumprem os critérios minímos de sustentabilidade


Cuba é o único país do mundo com desenvolvimento sustentável, segundo o relatório bienal apresentado hoje pela organização WWF em Pequim, e que afirma que o ecossistema "está se degradando a um ritmo sem precedentes na história".
De acordo com o relatório, elaborado pela WWF a cada dois anos e que foi apresentado pela primeira vez na capital chinesa, se as coisas continuarem como estão, por volta de 2050 a humanidade precisaria consumir os recursos naturais e a energia equivalente a dois planetas Terra.
É um círculo vicioso: os países pobres produzem um dano per capita à natureza muito menor, mas, à medida que vão se desenvolvendo (exemplos de China e Índia), o índice vai aumentando a níveis insustentáveis pelo planeta.
A WWF elaborou em seu relatório um gráfico no qual sobrepõe duas variáveis: o índice de desenvolvimento humano (estabelecido pela ONU) e o "rastro ecológico", que indica a energia e recursos por pessoa consumidos em cada país.
Surpreendentemente, apenas Cuba tem nos dois casos níveis suficientes que permitem que o país seja considerado que "cumpre os critérios mínimos" para a sustentabilidade.
"Não significa, certamente, que Cuba seja um país perfeito, mas é o que cumpre as condições", disse à Efe, Jonathan Loh, um dos autores do estudo.
"Cuba alcança um bom nível de desenvolvimento, segundo a ONU, graças a seu alto nível de alfabetização e expectativa de vida bastante alta, enquanto seu 'rastro ecológico' não é grande, por ser um país com baixo consumo de energia", acrescentou Loh, que apresentou o estudo em Pequim.
De fato, a região latino-americana em geral parece ser a que está mais perto da sustentabilidade, já que outros países como Brasil ou México estão perto dos mínimos necessários, frente à situação de regiões como África -- com baixo consumo energético, mas muito subdesenvolvida -- e Europa, onde ocorre o inverso.
"Não sei exatamente a que se deve este fato (a boa situação da América Latina), mas é possível perceber que é ali onde as pessoas parecem mais felizes, e talvez se deva ao maior equilíbrio entre desenvolvimento e meio ambiente", disse o autor do estudo.
Apesar das boas vibrações transmitidas pelo bloco latino, a situação global mostrada pelo relatório da WWF é desanimadora. Por exemplo, o número de espécies de animais vertebrados caiu 30% nos últimos 33 anos.
O rastro deixado pelo homem é tamanho que "são consumidos recursos em tempo muito rápido, que impede a Terra de recuperá-los", disse o diretor-geral da WWF, James Leape, que também participou da apresentação do relatório em Pequim.
O "rastro ecológico" do homem, seu consumo de recursos, triplicou segundo a WWF entre 1961 e 2003, por isso o ser humano já pressiona o planeta 25% a mais do que o processo regenerativo natural da Terra pode suportar.
Além disso, há uma piora da situação, apesar de esforços como o Protocolo de Kioto. No relatório da WWF anterior, publicado em 2004, o impacto do homem ultrapassava em 21% a capacidade de regeneração do planeta.
O novo relatório da organização coloca na "lista negra" de países com alto consumo per capita de energia e recursos os Emirados Árabes Unidos, EUA, Finlândia, Canadá, Kuwait, Austrália, Estônia, Suécia, Nova Zelândia e Noruega.
O fato de o relatório ter sido apresentado na China mostra a importância que a WWF dá ao futuro da economia asiática, pois a forma como escolher se desenvolver "é fundamental para que o mundo avance rumo ao desenvolvimento sustentável".
Apesar de China ser o segundo maior emissor mundial de gases poluentes, devido à grande população seu "rastro ecológico" per capita é muito baixo em comparação aos países mais desenvolvidos, o que ocorre também no caso da Índia.
O especialista Jiang Yi, da universidade pequinesa de Tsinghua, disse no ato realizado em Pequim que uma das chaves para melhorar o consumo de recursos e energia na China é "desenvolver um sistema rural de equilíbrio energético" e investigar alternativas de calefação e ar condicionado para as casas chinesas.

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Caro amigo Hugo,

Infelizmente o planeta é uno, a separação entre os países é uma ficção política e mesmo que Cuba seja sustentável, não estará a salvo dos colapsos planetários contratados pela humanidade.  Quando a Amazônia acabar quando atingir a sua resiliência, o planeta inteiro irá sofrer, não só os países da América do Sul. Adoro a sua assinatura: “Sem a Amazônia estaremos todos mortos.” Imagino que as pessoas devem achar que você está louco, mas poucos sabem que 90% do copo de água potável diante de suas bocas começa nas folhas das árvores da Amazônia.

Fiquei sabendo que Monbiot aceitou o convite para ajudar no trabalho de descontaminação de FUKUSHIMA e uma de suas declarações divertidas foi essa:  “Não vejo o  menor problema da água potável da Califórnia estar contaminada com níveis bem acima dos aceitáveis de Iodine-13 de Fukushima e de agora em diante passarei apenas a beber água importada de lá, compensando as emissões dos gases do efeito estufa no transporte.”  Mas de forma reservada ele disse para alguns amigos que terá que morrer com a burrice de ter mudado de idéia em relação à energia nuclear e que o livro do Ted Trainer e principalmente o capítulo 9 deixou ele muito assustado...  Tudo brincadeira, claro. Monbiot não quis ler o livro e imagina que ele ia correr esse risco de estar no Japão em uma hora dessas. Assim é fácil... quando será que as pessoas irão sofrer as consequências do que falam? Em vidas futuras somente?

Um relatório aponta que as águas das grandes cidades do Brasil, São Paulo inclusive, tem altas doses de cafeína, o que é um indício que a água não está limpa.  Entre as consequências temos a feminização dos meninos e o aumento de ciclos menstruais precoces entre as meninas. Fantástico! Nossa espécie animal está se superando! As empresas de saneamento estão dando show de bola, inclusive quando sabemos que mesmo em São Paulo a maior parte do esgoto não é tratado, apenas canalizado.  Não posso falar mais sobre isso...

Japão acabou de revogar as suas metas de redução de emissões que na verdade agora implicam em aumento, por conta do desmantelamento que foi obrigado a fazer da sua energia nuclear.  Com a economia bombando com o Abenomics, é claro que eles irão precisar de mais energia, mas a nuclear deixou de ser uma opção segura.  Os níveis de incidência de câncer devem começar a explodir, os custos escondidos das atividades econômicas (externalidades) devem ser maiores que o PIB mundial, a parte fiscal está a pontos de explodir no mundo todo.

Esperanças?  Tome uma taça de vinho enquanto elas existirem.

Saudações pesarosas,

Virasin Ohmni

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ranking the smartest solutions to the world's biggest problems by cost-benefit

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Colocar a análise dos problemas socioambientais no conceito do PIB e por meio de estatísticas é substimar demais as críticas que já foram feitas sobre as métricas, as descobertas que já foram feitas pela ciência, bem como dar um ar de científico a algo que não está dizendo absolutamente nada.

Esse Bjorn Lomborg não vai desistir, que chegou a ser condenado por desonestidade científica, mas por pressão e politicagem foi absolvido (e sabemos que isso funciona muito bem).

Os óculos que temos que olhar não são róseos, nem escuros. É realista. O que fazer para chegar lá, num futuro onde a vida ainda tenha continuado e com mais igualdade e bem estar.  E o que fazemos para conseguir isso.

A resposta para as duas perguntas é muito simples: precisamos virar o modelo de cabeça para baixo, pois uma sociedade de consumo consumista que vive num sistema de descarte imediato dos bens, desperdício e extrema desigualdade, com símbolo de sucesso associado ao distanciamento material uns dos outros não vai chegar a lugar algum, exceto no precipício onde só um milagre poderá nos salvar.  O modelo casa-carro-viagem-ao-exterior não tem mais como continuar.

Não estamos fazendo absolutamente nada para irmos nessa direção. Ao contrário. Todos os processos negativos estão sendo incrementados dia a dia.

Hugo

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Que comam grilos!

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 É muito simples: a equação do consumo de matéria e energia para produzir proteína animal (carne, leite e ovos) é astronomicamente maior que a de obter a mesma quantidade de proteínas via insetos.
Na verdade, se fizermos as contas, só chegaremos a 9 bilhões de pessoas ou mais se plantarmos soja nos demais planetas do sistema solar e inventar um criadouro por lá também.  Não tem como, a solução é comer insetos, mas continua sendo solução temporária. Isso tudo é fruto da visão dos economistas tradicionais que acreditam que a economia pode ser maior que o planeta, que o planeta é um subsistema da economia, que não há vasos comunicantes, que os recursos da natureza são totalmente irrelevantes para o processo econômico, que a economia é neutra para os ecossistemas, além de ser um processo perfeitamente reversível e previsível e, mais que isso, poder ser submetido a substituição infinita de fatores entre os quais, o capital humano seria também um perfeito substituto para natureza.  Com toda essa crença o resultado final será... fim da vida na Terra.  Antes disso, colapsos, sobressaltos, crises financeiras, guerras, epidemias. Sensacional!  Pena que não tivemos alguém na nossa ciência, como Albert Sabin que nasceu em 1906, no mesmo ano que nasceu um imerecidamente ignorado cientista, Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994).

Artigo interessante sobre insetos como alimentos – Scientific American


 New Idea to Reduce Global Warming: Everyone Eat Insects

Insect stir fry
A delicious bug meal, another way to reduce your carbon footprint.Credit: Hans Smid / bugsinthepicture.com
There is a rational, even persuasive, argument for voluntarily eating insects: Bugs are high in protein, require less space to grow and offer a more environmentally friendly alternative to the vertebrates we Westerners prefer, advocates of the bug fare say.
However, this topic is not a hotbed of research, so while some data exist — in particular on the protein content of insects — there are some assumptions built into the latter part of this argument.
"The suggestion that insects would be more efficient has been around for quite some time," said Dennis Oonincx, an entomologist at Wageningen University in the Netherlands. He and other researchers decided to test it, by comparing the greenhouse gas emissionsfrom five species of insects with those of cattle and pigs.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Para os que defendem energia nuclear

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Para os que defenderm energia nuclear, sem terem lido o capítulo 9 do livro “Renewable Energy Cannot Sustain a Consumer Society” é sempre bom saber que o pouco que vaza na mídia sobre o muito que vaza ainda em Fukushima é bastante assustador...

A pergunta que não quer se calar: por que construir usinas hidrelétricas no fragilíssimo ecossistema da Amazônia da qual todos nós dependemos para estar vivos e se não fizemos isso, porque fazer uso de energia nuclear, da qual 99% do resíduo gerado desde seu início nesse planeta não tem ainda destino final (mais um “presentinho” para as gerações futuras?) se 73% da energia é desperdiçada e se já sabemos que não dá para manter uma economia crescente do descarte imediato dos bens e do desperdício num sistema fechado como a Terra?

O dilema de energia e suas fontes (nuclear ou Amazônia, hidrelétrica ou termoelétrica) e outras quizumbas só existem se continuarmos acreditando que o planeta é um subsistema da economia, sem vaos comunicantes.  Acho que não dá mais para acreditar nesse absurdo. Acho...

Operadora registra novo vazamento de água radioativa em Fukushima


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
O operador da usina nuclear japonesa de Fukushima disse nesta quinta-feira que outro tanque com água altamente contaminada transbordou, provavelmente jogando o líquido no oceano Pacífico, no segundo episódio do tipo em menos de dois meses.
Segundo o porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco), Masayuki Ono, o vazamento foi descoberto em um tanque de contenção distante de onde 300 toneladas de água tóxica escaparam em agosto. Cerca de 430 litros de água vazaram em um período de 12 horas após o erro de um funcionário.
O representante afirma que o operário calculou mal a capacidade do tanque, que está inclinado por uma irregularidade no piso. Segundo ele, a água caiu em uma vala que deságua no oceano Pacífico, a 300 metros do reservatório.
A empresa afirmou que a água que vazou continha 200 mil bequerels por litro de isótopos radioativos que emitem radiações beta, como o estrôncio-90. Para este elemento, o limite legal no Japão é de 30 bequerels por litro.
O novo vazamento é apontado com mais uma consequência da falta de capacidade da operadora de estocar a água usada para resfriar os reatores, desprotegidos após o acidente nuclear de 2011, provocado pelo tsunami que atingiu o Japão e a região da usina.
Segundo Ono, a empresa está enchendo os tanques até a borda e bombeia a água da chuva acumulada nas áreas dos tanques de contenção. Na última terça (1º), a empresa anunciou que cerca de quatro toneladas do líquido vazou no solo do terreno da usina em uma operação de transferência.
GOVERNO
Nesta quinta, o principal porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, disse que os últimos vazamentos são um exemplo de que os esforços da Tepco são insuficientes. O governo tomará medidas para tratar da questão da água, ele disse, acrescentando achar que a situação estava sob controle.
A Tepco vem contando com tanques construídos às pressas para conter o excesso de água de resfriamento lançada sobre os reatores danificados em Fukushima Daiichi, onde três unidades sofreram sobrecarga nuclear e explosões de hidrogênio depois de um terremoto e de um tsunami em março de 2011.
Em meio a um crescente alarme internacional, o governo do Japão disse no mês passado que iria financiar os esforços para melhorar o gerenciamento da água na usina.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O ministro verde - comentário

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Um ministro “verde” comanda o Itamaraty
seg, 26/08/13
por andre trigueiro
Luiz Alberto Figueiredo estreou na “ala verde” do Itamaraty assessorando o então Ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, durante a Conferência Internacional da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92). De lá para cá, assumiu funções cada vez mais importantes na condução dos trabalhos que nortearam a posição oficial do governo brasileiro em diferentes conferências internacionais das Nações Unidas.
Como negociador-chefe do Brasil na COP-15 (a maior e mais importante de todas as Conferências do Clima realizadas até hoje, em Copenhagen, na Dinamarca) Figueiredo teve de interromper reuniões de trabalho com os colegas diplomatas para assessorar diretamente a então pré-candidata à Presidência da República Dilma Rousseff, que apareceu por lá para marcar pontos na corrida eleitoral juntamente com os demais pré-candidatos Marina Silva e José Serra. Dilma ficou marcada pela gafe cometida durante uma entrevista coletiva quando disse que “o meio ambiente é um obstáculo ao desenvolvimento sustentável”. Pano rápido. E cara de paisagem para Figueiredo demais autoridades presentes.
A mais importante atribuição conferida a Luiz Alberto Figueiredo até ser nomeado hoje Ministro das Relações Exteriores foi a de coordenador-geral dos preparativos da Rio+20, o maior encontro da História da ONU em número de países. Ele organizou uma reunião com jornalistas semanas antes do evento para explicar os objetivos da Conferência, esclarecer dúvidas e manifestar com clareza as posições dele – e não apenas do país – em relação a várias questões.
Era comum ouvi-lo dizer que os negociadores dos países ricos “não eram ambientalistas”, e que as questões puramente econômicas preponderavam nos círculos diplomáticos. Defendia o direito de o país crescer de forma sustentável, desde que as nações mais ricas também assumissem compromissos nessa direção. 
Com o tempo, Figueiredo aprendeu o “ecologês” e tomou gosto pelos assuntos ambientais. Em momentos de descontração, compartilhava suas expectativas mais sinceras de acordos multilaterais amplamente favoráveis à sustentabilidade, mesmo sabendo que isso seria impossível.
Agora Ministro, no comando do Itamaraty, Figueiredo terá a chance de qualificar melhor a posição do Brasil em duas agendas internacionais que convergirão em 2015. No calendário das negociações do clima, 2015 será o ano em que os países deverão apresentar prazos e metas para a mitigação e a adaptação das mudanças do clima. Também daqui a dois anos, as nações do planeta deverão apresentar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que substituirão as Metas do Milênio da ONU, resultado direto da Rio +20, organizada por ele.
Pode-se dizer que ele é hoje o diplomata mais preparado para assumir a condução dessas negociações estratégicas. Como ministro, é apenas um servidor direto da Presidência da República, mas que pode influenciar as canetadas da exigente chefe.
Não quero ser pessimista nem maniqueísta, mas o comentário da presidente Dilma que o meio ambiente é um obstáculo para o desenvolvimento sustentável é a visão geral dos economistas e das lideranças. Quando a bandeira do meio ambiente entra no debate, ou é através de muito radicalismo ou apenas enfeite. O extremo ambientalista e o econômico são do ponto de vista da lógica idênticos: um só vê a economia, o outro só o meio ambiente, nenhum dos dois vê as pessoas. Surreal, posto que são as pessoas que podem construir um futuro diferente desse presente horrendo no qual estamos.
Acho muito difícil qualquer pauta verde vicejar enquanto ela for verde, separada, não fizer parte de uma visão sistêmica com o conhecimento dos riscos envolvidos e dos objetivos reais do atual sistema que é o de enriquecer os ricos, distanciar umas pessoas das outras, destruir o emprego e ignorar por completo a ameaça que as perdas dos serviços ecológicos irão impor a toda vida desse planeta.
Enfim, uma mudança radical de paradigma é o que vai tornar nosso futuro melhor. Todos e principalmente as lideranças têm que entender que só é possível ser feliz se todos forem, que o símbolo de sucesso das pessoas não pode ser o distanciamento material um dos outros, mas a proximidade, que um líder tem que ser escolhido pela capacidade maior que tem de ajudar todos e que nós não valemos pelo que somos (beleza ou inteligência) nem pelo que temos (riqueza ou poder) mas pelo que fazemos uns aos outros e a toda natureza.
É isso. Fora disso, o futuro segue do mesmo jeito que o presente.
Hugo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ficar igual a Marte

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Meu comentário sobre o texto do Global Footprint Network sobre “Today is Earth Overshoot Day”:

Ficar igual a Marte

Enquanto isso no G20 os países estão desesperados com pouco crescimento que consome matéria e energia a taxas alarmantes e são no fundo os únicos itens da realidade à nossa volta. Estão criando zonas de livre comércio com a Ásia que colocam navios na rota sem gêlo do Pôlo Ártico, junto com as escavadeiras de mineração submarina e plataformas petrolíferas. Nas cidades, constroem-se ziguilhões de prédios e construções por dia e estamos sendo soterrados por carros e construções nas cidades, enquanto a sensação de humanidade se esvazia pelo ralo. Enquanto isso, o sonho de todos é viajar para o exterior num niilismo de não fazer parte de onde estamos.  Vivemos o modelo vazio individual da casa-carro-viagem-ao-exterior jamais visto que só se resolve com consumo de psicotrópicos. Se uma nave extraterrestre estivesse planejando a nossa dizimação, com um pouco de estudo sobre o que fazemos por aqui, eles descobririam que só precisam esperar um pouco, sem ser necessário nenhum esforço para lograr aquele objetivo.  Talvez, por um relance, eles pensem: opa, espera aí, o que eles vão deixar para nós é um planeta igual à Marte, porque se os seres vivos da Terra sumirem, a água some junto!  Puxa vida, talvez seja melhor retirar a espécie agressora estúpida e deixar o resto. Bom, sabemos que não temos nave espacial tentando nos dizimar e ocupar nosso planeta. Mas sabemos que nosso futuro é ficar igual Marte...

Segue o texto:



August 20 is Earth Overshoot Day, the approximate date humanity’s annual demand on nature exceeds what Earth can renew in a year. In just 7 months and 20 days, we have demanded a level of ecological resources and services — from food and raw materials to sequestering carbon dioxide from fossil fuel emissions — equivalent to what Earth can regenerate for all of 2013. Humanity has exhausted nature’s budget for the year.

For the rest of the year, we are operating in overshoot. We will maintain our ecological deficit by depleting stocks of fish, trees and other resources, and accumulating waste such as carbon dioxide in the atmosphere and oceans. As our level of consumption, or “spending,” grows, the interest we are paying on this mounting ecological debt — shrinking forests, biodiversity loss, fisheries collapse, food shortages, degraded land productivity and the build-up of carbon dioxide in our atmosphere and oceans — not only burdens the environment but also undermines our economies. Climate change — a result of greenhouse gases being emitted faster than they can be absorbed by forests and oceans — is the most widespread impact of ecological overspending.

In 1961, humanity used only about two-thirds of Earth’s available ecological resources. Back then, most countries had ecological reserves. Yet both global demand and population are increasing.  In the early 1970s, increased carbon emissions and human demand for resources began outstripping what the planet could renewably produce. We went into ecological overshoot. Global Footprint Network’s 2012 National Footprint Accounts show humanity is now using ecological resources and services at a rate it would take just over 1.5 Earths to renew. We are on track to require the resources of two Earths well before mid-century.

Today, more than 80 percent of the world’s population lives in countries that use more than the ecosystems within their own borders can renew. These “ecological debtor” countries either deplete their own ecological resources or get them from elsewhere. Japan’s residents consume the ecological resources of 7.1 Japans. It would take four Italys to support Italy. Egypt uses the ecological resources of 2.4 Egypts.

Not all countries demand more than their ecosystems can provide, but even the reserves of such “ecological creditors” like Brazil, Indonesia, and Sweden are shrinking over time. We can no longer sustain a widening budget gap between what nature is able to provide and how much our infrastructure, economies and lifestyles require.

It is possible to turn the tide. Ecological debtors have an incentive to reduce their resource dependence, while creditors have the economic, political and strategic motive for preserving their ecological capital. Global Footprint Network and its network of partners are working with organizations, governments and financial institutions around the globe to make decisions aligned with ecological reality. Rather than liquidating resources, it is wiser to treat them as an ongoing source of wealth.

Earth Overshoot Day is a valuable opportunity to raise awareness about humanity’s ecological resource use. We invite you to promote Earth Overshoot Day on your website, in your newsletters and on your social media channels. Our Twitter handle (@EndOvershoot) uses the hashtags #OvershootDay, #EcologicalFootprint and #EcologicalOvershoot.

We would love to hear your plans to mark Earth Overshoot Day, whether as simple as a newsletter item or Facebook post, or as elaborate as a national plant-a-tree campaign. Also, please inform us of any media coverage in the form of links to newspaper articles or broadcast reports. You can reach us at media@footprintnetwork.org.

Thank you for supporting Earth Overshoot Day! We look forward to being part of this year’s observance with you.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fritjof e Georgescu

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Muito boa a síntese da conferência do Fritjof Capra e não dá para discordar de absolutamente nada do que ele disse. E impressionante como ele se aproxima de Georgescu.
Hugo
Frijof Capra polemiza, no Brasil, sobre sustentabilidade

130913-Capra
Vale ler síntese de conferência em julho. Físico opõe “dança colaborativa” à competição, denuncia mediocridade do cálculo financeiro e vê desigualdade como principal obstáculo ao ambiente 
Por Leonardo Boff, em seu blog
Fritjof Capra é um dos pensadores mais importantes no campo da ecologia entendida como novo paradigma. Amigo e interlocutor, juntos temos acompanhado o grande projeto Cultivando Água Boa, da Itaupu Binacional que ele considera como um dos experimentos ecológicos mais bem sucedidos do mundo. Ofereceu-se para escrever o prefácio do livro que escrevi com o pedagogo/cosmólogo Mark Hathway, “O Tao da Libertação”: explorando a ecologia da transformação, Vozes 2012. Publicamos aqui o resumo desta conferencia dada no Brasil nos inícios de julho  porque esclarece este conceito tão usado e tão mal compreendido: sustentabilidade. Seus livros  O Tao da Física e Teia da Vida são fundamentais para entender as posições mais avançadas e cientificamente mais bem fundadas da ecologia. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Not to have doubts about how shale gas was welcomed in America...

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From Project Syndicate where sit economautists or economechanists (a hybrid of autism, mechanicism and economics that are undermining the children´s future):

Still, there are often-overlooked reasons for optimism about America’s future potential growth. A recent McKinsey Global Institute study identifies five mutually reinforcing “game changers” that could have a significant effect on GDP growth, productivity, and employment in the US by 2020: shale energy, big-data analytics, exports in knowledge-intensive industries, infrastructure investment, and talent development. Two of these – shale energy and big-data analytics – build on ongoing technological breakthroughs in which the US has a strong lead and depend primarily on private-sector action, not macroeconomic or structural policies.

To our delight, full text can be seen in this web address: http://www.project-syndicate.org/commentary/america-s-next-growth-engines-by-laura-tyson

If you have doubts about how growthmania works as the sole commander-in-chief around the world, take a look in the other bright papers there…

Hugo Penteado

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Xisto

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Amigas/os,

Aqui trechos de um mail nos avisando que estão prospectando gas de xisto no Mosaico de Grande Sertão Veredas. Em anexo, maiores detalhes sobre isso.
Vejam o link de Cidades e Solução, bastante assustador. Anuncia grandes leilões incluindo gás de xisto ainda p este ano, na Caatinga, norte do Cerrado, Sul, Recôncavo, etc. 

Essa já é pauta muito importante da questão ambiental no Brasil. Mais uma...

Acredito que seria muito importante uma mobilização das ONGs, especialmente em MG. 

Repassem, facebookem, twittem para os seus contatos mais estratégicos. 


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.... Segue link sobre a exploração de Gás de Xisto, causando enormes impactos ambientais e risco de contaminação do solo e da água. A existência desse gás na região é comprovada, e já foi citada até na obra de Guimarães Rosa. Algumas empresas estão fazendo a prospecção desse material aqui na região, sendo elas a Shell e a Petra. Acho importante começarmos a nos informar sobre esse processo para discutirmos enquanto Mosaico. Penso que esse desafio será ainda maior e mais complicado do que as PCHs. O Governo do Estado está apoiando as ações de prospecção desse gás por aqui. Enfim...

Vejam o vídeo no Link abaixo. Com certeza não é isso que queremos para o nosso território.

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/platb/2013/05/02/inedito-gas-de-xisto-problema-ou-solucao/
 Chocante!!!

Sobre isso em MG:


  
O próprio Guimarães em Grande Sertão Veredas já fazia menção dos indícios de que aquela região de Minas havia o que hoje os especialistas chamam de hidrocarbonetos. “Em um lugar, na encosta, brota do chão um vapor de enxofre, com estúrdio barulhão, o gado foge de lá, por pavor”, escreveu o autor ainda nas primeiras páginas de seu livro mais famoso. Nas pequenas cidades por onde Guimarães passou, até hoje os sertanejos tem causos e lendas a contar envolvendo o gás. Como Marcolino Ferreira, gari da cidade de Buritizeiro, que garante ter visto seu pai cozinhar peixe na beira do rio com o gás que brota da terra. “Lá na localidade de Remanso do Fogo é assim, o gás vaza do chão”, conta ele”.

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Infelizmente, enquanto o modelo econômico for regido por uma teoria econômica falsa, conforme apontado por  Nicholas Georgescu Roegen há muitas décadas atrás, qualquer esforçom nosso será em vão.  As ONGs fazem um esforço louvável para defender o meio ambiente, mas nenhum para mudar o modelo econômico do qual também acabam, como todos nós, fazendo parte. Estamos presos, ou melhor, emasculados.  As únicas palavras que são ouvidas são crescimento econômico ou “Economia do Meio Ambiente” que são dois nomes para praticamente a mesma coisa, quando se olha a equação de matéria e energia.  A cada dia surgem novas idéias mirabolantes sobre como fazer para acelerar a destruição.  Mineração submarina também é de dar calafrios. E simpósios de sustentabilidade e desenvolvimento sustentável num forte exemplo de impulso colossal da economia do alto carbono e de consumo excessivo com viagens transoceânicas como a Rio+20? 

Hoje o cenário dos EUA é endeusado pelos iluminados do mercado financeiro justamente pela redução dos custos de energia via óleo de xisto, o que aumenta a competitividade do país e o crescimento econômico, únicas variáveis dentro dessa ficção que movimenta o mundo. Não há uma palavra sequer sobre seus custos ambientais.  Vale o lembrete que a precificação ou pagamento dos serviços ambientais terão impacto desprezível quando 100% da realidade é regida por um sistema de preços no qual uma teoria econômica falsa que agrada muito nosso conjunto de valores diz que os processos econômicos são neutros para a natureza, além de previsíveis e reversíveis.  Além da certeza injustificável sobre a neutralidade, surge a perfeita substituição, quando numa certa manhã o famigerado Robert Solow afirma que o capital produzido pelo homem é um perfeito substituto dos serviços da natureza.  Sua teoria errada é estudada até hoje com outras baboseiras nas escolas de economia e nós não retrucamos em absoluto.  O resultado é exatamente esse: uma total loucura disseminada e desconectada da realidade, levando toda a vida una desse planeta – e nós mesmos - para uma dolorosa extinção.  Uma viagem que não vai ser fácil, nem tranquila, muito provavelmente suscetível à amargas surpresas cada vez mais lancinantes.


Hugo