segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Um pedaço de mim morreu

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Inventamos uma cidade que tem que servir aos automóveis. Não temos uma cidade voltada para as pessoas, mas para se transformar num inferno. São Paulo tinha que fazer uma moratória de carros e investir em ciclovias e em transporte público, mas essa cidade está atrasada 100 anos. A indústria automobilística empregava 150.000 em 1950 e só 50.000 hoje, embora produza muito mais carros. Está na hora dessa indústria mudar para obter um equilíbrio urbano, humano com o planeta e com a vida. Está mais do que na hora disso acontecer, no entanto, estamos querendo esticar a corda até rompê-la e o mais assustador é que quando a corda romper, não haverão vencedores, todos, sem exceção, irão cair com ela. Sei que é difícil: mas lutem contra o automóvel, ele não é mais importante que seu bem estar, que a sua vida e nem pode ser fonte de felicidade. Fico horrorizado quando ouço alguém dizer: "Estou tão feliz por comprar tal automóvel." As pessoas precisam entender que a felicidade não se acha nas coisas, muito menos numa das coisas mais feias que existem na Terra, que são os carros.

Segue mensagem de André Pasqualini sobre a morte de Márcia Prado:

Aos amigos, não era eu a vitima fatal, mas uma grande amiga minha, cicloativista e participante ativa da Bicicletada.

Minha homenagem a ela esta no meu site, que por 7 dias estampará a minha home.

http://www.ciclobr.com.br/

Eu não morri, mas um pedaço de mim se foi com ela. Poderia ter sido eu, como qualquer um dos mais de 300 mil ciclistas que lutam nessa cidade com uma arma não letal.

Abraços de uma pessoa com coração em frangalhos.


André Pasqualini
www.ciclobr.com.br
andre@ciclobr.com.br

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