sexta-feira, 15 de maio de 2009

A lógica do sistema

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A lógica do nosso sistema é composta de quatro ideologias:

- NIMB - not in my backyard - o colapso ambiental planetário não vai acontecer no meu quintal (Jesus, é planetário, onde essas pessoas - a grande maioria - acha que vive? Em Marte?). Derivação da filosofia NIMB: eu não preciso fazer nada, porque os governos e as instituições irão cuidar de tudo. Cruzes, aí morre o perigo: governo e instituições são nosso superego, eles fazem, agem e controlam a situação de acordo com o que pensamos. Essa é a Era da Responsabilização: todos somos responsáveis. Nós somos eles, se eles fazem coisa errada, somos nós que fazemos.

- SEJA FELIZ SOZINHO - embora os cientistas digam que todos os seres vivos dependem de todos os seres vivos e, além disso, se as florestas e a vida do planeta continuarem sendo massacradas por nós, iremos sumir do mapa, a gente acredita nessa baboseira que nunca é concretizada. Ah, não podemos ser felizes, se formos felizes, paramos de consumir. Enquanto isso, ninguém lembra que nossos corações só batem porque há um ser vivo capaz de armazenar a luz do sol para nós, que a comida chega no nosso prato através das abelhas, que a água existe por causa da vida desse planeta, o oxigênio vem dos fitoplâncton dos oceanos e por aí vai...

- O PLANETA É INESGOTÁVEL - os economistas tradicionais (não os despertos) acreditam que a economia é totalmente independente do planeta e pode ser maior que ele. Cruzes - estamos fritos, porque por interesse próprio todos acreditam nessa baboseira. Com essa baboseira os economistas criaram um bicho chamado economia que não tem boca nem estômago (de onde vem os recursos pouco importa), não tem intestino nem reto (para onde vão os residuos pouco importa). Esse bicho da economia só tem sistema circulatório... E aí fizeram-nos por exemplo acreditar que tudo é mágica, inclusive o lixo, embora no planeta Terra não exista o Jogar Fora...

- HÁ ESCASSEZ POR TODOS OS LADOS - apesar de haver alimentos para alimentar 12 bilhões de pessoas, temos 1 bilhão de famintos e 4 bilhões de obesos. Dizer que há fome no mundo é muito útil, além de justificar transgênicos, transformação do Cerrado e da Amazônia em celeiros do mundo (mesmo que sem esses dois ecossistemas os cientistas avisam que poucos brasileiros irão sobreviver...), justifica mais produção. A regra é: se há fome no mundo ou falta de energia, não é porque há má distribuição, ineficiência e desperdício é porque falta produção disso ou daquilo. No Brasil aumentaríamos 100% a oferta de energia apenas com eficiência tecnológica e no consumo, mas não, preferimos construir novas usinas... Construir, construir e construir, como se o planeta fosse inesgotável é a regra e teimosamente ignoramos que 50% de tudo que produzimos ou é desnecessário ou é desperdício e pior, não produz liberdade, bem estar e desenvolvimento... E o planeta de qualquer forma é finito e não pode comportar um carro sendo cuspido na Terra a cada segundo...

Muito fácil atrelar desenvolvimento as estruturas cuspindo estruturas a cada segundo... o difícil mesmo é ter coragem para mudar tudo isso antes que seja tarde demais e o planeta decida continuar sua viagem no universo sozinho...

Hugo Penteado

Um comentário:

Breno disse...

que dominâncias, hugão! parece um trabalhão de hercules neutralizar tais comuníssimas ideologias. quais são os mais satisfatórios e impactantes meios de transformação dessas visões de mundo? avante! estamos apenas começando!

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