sábado, 21 de fevereiro de 2009

Excesso de automóveis, economia e planeta

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Enquanto a economia não parar de trabalhar com fluxos, - uma artimanha boa para esconder a dura realidade que a economia não pode ser maior que o planeta - e começar a trabalhar com estoques...
Enquanto a economia não parar de trabalhar com variações percentuais de fluxos e quocientes, à guisa de mensurar uma falsa eficiência que mascara o impacto absoluto da antropomorfização, que possui limites muito claros para a nossa sobrevivência como espécie animal na Terra...
Enquanto a economia não inverter a produção dita em prol da sociedade para uma sociedade em prol da produção para si mesma e para seu bem estar...
Enquanto as pessoas acharem que a atual crise não é uma quebra de paradigma e sim um paradigma que precisa ser preservado a todo custo, como pode ser visto por todas as iniciativas ao redor do globo, até nas mais esperançosas como as do Obama, vamos descer a ladeira de um triste despertar.
Se a Amazônia e o Cerrado continuarem sendo destruídos para atender os fluxos da economia, sobreviverão poucos brasileiros, pois dependemos desses ecossistemas para viver. Nós já destruímos 17% ou uma área maior que Fraça e Reino Unido juntos e com um adendo: 88% dessa área virou deserto. A resiliência desses ecossistemas tem limite: eles entrarão em auto-destruição a partir de um determinado ponto de insuficiência hídrica e outros processos que mantém a flroesta viva - e nós também. A destruição da Amazônia acelerou desde os anos 70 estratosfericamente e a cada 8 ou 12 segundos, dependendo do ritmo do crescimento da economia, um campo da Amazônia desaparece, assim como desaparecem ecossistemas semelhantes na mesma velocidade ao redor do mundo. É uma destruição contínua e incansável. A cada dia amanhecemos com menos natureza a nosso redor.
Está mais do que na hora de mudar o paradigma em prol de todos, sem exceção, inclusive da própria indústria, que não irá sobreviver com esse aparato teórico absurdo da economia tradicional.
Seguem as fotos dos carros esperando para circular no planeta finito, cuja atmosfera antes amigável para os seres vivos, estamos insistinto em transformá-la na mesma atmosfera dos planetas mortos do sistema solar, com bastante gás metano e carbônico...

Hugo Penteado




3 comentários:

allan disse...

Hugo,
Nas suas entrevistas você tem defendido uma mudança de paradigmas, como o de lucro e valor. Você inclui, para isso, na equação "recursos naturais esgotáveis" e "pessoas". Qualquer modificação nestas noções, acredito eu, nos conduz a outra forma de pensar a organização humana; no meu caso, acredito que caminhamos a uma forma renovada de comunismo. Como você encara a perspectiva de reorganização social do ponto de vista da eco-ecônomia?

hapses@gmail.com

Eduardo Lima disse...

Hugo,
Uma breve sugestão ao poder público nacional: porque não aproveitar a oportunidade e ao invés de baixar a alíquota dos nomeados carros populares, que tal repensar o sistema de transporte urbano para o coletivo?
Erroneamente, o senso comum indica “a solução do transporte” é cada um com o seu carro (pode ser pequeno, pode até usar etanol...) e “avenidas mais largas”... “menos sinais”... “mais estacionamentos”... etc. A única solução para as grandes cidades brasileiras: menos carros, transporte coletivo de qualidade!
E os trabalhadores que perderão os empregos? Das indústrias de automóveis, para a indústria de ônibus... para as fábricas de trens urbanos... contratados como funcionários adicionais que será necessários para administrar um maior (e mais eficiente!) sistema de transporte COLETIVO!!! Pensando, não fica difícil!
Benefícios... entre eles: melhor qualidade de ar, menos stress no trânsito, mais economia para todo mundo nos gastos com transporte, menos gastos públicos para desapropriar áreas urbanas (caríssimas!) onde seriam construídas “novas e amplas avenidas que reduzirão para sempre os engarrafamentos em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte, em Salvador...”
Um abraço,
Eduardo Nunes de Lima
E_nlima@yahoo.com.br
(leitor assíduos e palpiteiro eventual)

Hugo Penteado disse...

Resposta ao Allan:

Claramente precisamos de um novo paradigma, um que leve em conta a importância maior do planeta, sistema maior, em segundo lugar as pessoas e por último - o menos importante - a economia. Na verdade a economia depende do planeta e das pessoas e tudo isso deve ser feito com muito equilíbrio. Como vamos obter e sob qual nome (trabalhismo, comunismo, libertarismo) é o que menos importa. O mais importante é reconhecemos os erros do paradigma atual.

Pergunta difícil hein, preciso reler o texto que o Eric Hobsbawn escreveu a respeito do mau uso das idéias de Marx nos regimes comunistas e socialistas e qual a relação das suas idéias com a assustadora crise global atual.

Abraço Hugo