sexta-feira, 3 de abril de 2009

Textos que devem ser lidos, especialmente pelos meus colegas economistas

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Textos que devem ser lidos, especialmente pelos meus colegas economistas:

Prosperity without a growth

The Price is not Right

Esse texto segue a linha de vários outros (Managing without Growth, David Korten, Kenneth Boulding, Limits of Growth do Grupo Meadows do MIT, entre outras contribuições de mais de cinco décadas). A matéria "The Folly of Growth" da News Scientist trouxe revelações importantes. Os países ricos já teriam entrado em colapso se além de seus territórios não existissem mais nenhum nenhum país para continuarem sugando recursos da natureza que esgotaram nas suas próprias fronteiras. E sugam a custo zero: transformar a Amazônia e o Cerrado em monoculturas para exportação tem custo zero.

Sustentabilidade passa necessariamente pela mudança de paradigma, algo que ainda não foi possível de ser endereçado, justamente porque a academia se nega a reconhecer a dependência do sistema econômico em relação ao meio ambiente. Pior, no nosso campo de atuação, continua prevalecendo a visão de total separação entre economia e meio ambiente. A economia não pode ser maior que o planeta, a tecnologia ajuda e precisa ajudar, mas não vai revogar as leis da física. Quando esse assunto chega até um economista neoclássico a resposta é sempre a mesma: "Meio ambiente não tem nada a ver com economia."

Será? Tudo indica que não. Por ventura foste tu que deste lei à luz da manhã? - pergunta Deus a Jó. Os físicos fazem a mesma pergunta há mais de 50 anos e Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) levantou o problema da economia neoclássica e embora sua crítica nunca tenha sido refutada resolveram ignorá-lo. Acho que vale a pena começarmos a pensar cada vez mais nisso, antes que seja tarde demais, pois isso não está sendo dito por um bando de ignorantes e sim pelos maiores cientistas da Terra: não é o planeta que está ameaçado, pois nem fazemos cócegas a ele. Quem está ameaçado somos nós e por nossa visão simplista do mundo sócio-econômico que inventamos sem paralelo algum com a realidade.

Abraço

Hugo

3 comentários:

André disse...

Hugo, parabéns! Concordo plenamente com suas idéias e os seus ideais! Vi seu programa da CPFL na TV Cultura e fiquei muito impactado por tudo que você falou. Acabei de ver no Submarino e seu livro ta esgotado lá, mas juro que começo a lê-lo neste fim de semana. Abraços e força sempre!
André Bassora
Sertãozinho - SP

Severina disse...

Hugo, estou impressionada com suas idéias. Só agora, após assistir palestras e entrevistas suas, percebo quão ignorantes nós (humanos) somos quando o assunto é ecologia. Para mim, foi muito inovadora essa articulação que você faz entre economia e ecologia. O que também muito admiro em seu trabalho é a linguagem (simples, clara e objetiva) que você utiliza. Dá gosto de ler e ouvir!!! Parabéns pelo trabalho.

rúcula** disse...

hugo! não sou economista mas não tem como deixar passar batido o seu
pedido a "economistas" apenas.todo o trabalho de vocês atinge,e muito,
a meros mortais informados de sua
existência. seria contraditório q
ficasse restrito a eles, não?
com certeza, o que é vizualizado
em tvs e afins sobre ecoeconomia e em especial o do grupo de vocês já é mto reconhecido, divulgado e até
praticado no cotidiano por muitos
de nós - não economistas. prossigam
acreditando em "nossos" ideais pq
como diz o andré, é impactante.não
há como não reconhecer e divulgar.
abraços!