segunda-feira, 3 de maio de 2010

Empregos, mais empregos e mais empregos...

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Pelo lado econômico, a crise de falta de empregos, que já deve assolar permanentemente uns 30 a 40% da população humana bem antes da crise, agora atingirá uma massa ingente que nunca esteve nesse mar de desolados. Não se trata de uma crise de falta de empregos, mas do fim da instituição “emprego”, não existe mais como recriar algo que foi destruído definitivamente. De qualquer forma, para resolver a crise de “emprego”, os governos vão insistir em fazer a roda da economia girar, como todo sempre. A classe reguladora já pressionou para que se faça tudo possível para voltar fluxos, garantindo com isso, para alívio dos governos, que o caos social será minorado com mais empregos. A moeda de troca entre os comandantes econômicos e os governos – empregos versus riquezas nas mãos de quem menos precisa – é também azeitada com muita gorjeta que desce pelo ralo do fim do mundo das mãos dos poderosos para as mãos dos governos e as celebridades que funcionam como motivadoras sociais de todo o resto da humanidade sem poder e emasculada.

A verdade é outra. A roda gira esmagando a natureza e as pessoas apenas para manter as riquezas dos que menos precisam. E mesmo isso tudo não será suficiente, porque o emprego é efêmero e o crescimento que se tornou um fim em si mesmo, totalmente tautológico, só se justifica através de mais crescimento. Dessa forma, o emprego nada mais é que uma decorrência do crescimento, que evapora, cada vez que é solapado por alguma crise, doravante cada vez mais intensas. Seria necessário, dentro desse modelo, destruir a capacidade de sustentar a vida de 10 planetas iguais à Terra para os empregos aparecerem e mesmo assim não seriam suficientes, porque depois de 10 planetas, logo iríamos precisar de 100, dado que a pressão é contínua e exponencial e tautológica. Esse processo funcionou bem quando a régua era inferior a um planeta. A pressão maior que um planeta será acompanhada de freqüentes reveses ambientais e econômicos e de guerra entre as nações. Será comum confundir um fenômeno com o outro, sem saber que possuem todos eles o mesmo denominador comum: o modelo mental da humanidade que ignora sua vulnerabilidade como espécie animal num planeta finito dentro dessa teia viva que decidimos destruir violentamente.

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