quinta-feira, 24 de junho de 2010

Isso não é normal

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Precisamos mudar o modelo econômico inteiro, precisamos focar nas pessoas, que são os agentes de transformação para o bem e para o mal, mas jamais deixarão de ser esses agentes. Precisamos de governos que parem de enfatizar no crescimento quantitativo ou crescimento econômico, que é uma das maiores falácias científicas jamais criadas e defendidas por economistas de renome, mas não passa de um elemento de diferenciação social, escravização das massas, destruidor de empregos, concentrador de riquezas ao extremo e de destruição da democracia e, por fim, da capacidade do planeta sustentar a vida na Terra. Precisamos focar no desenvolvimento qualitativo, num modelo que unifique a relação do ser humano com o planeta e com os demais seres vivos e não que o distancie dos pontos mais importantes da sua vida.

2 comentários:

Fabiano Rangel disse...

Matérias essa, devem nos inspirar e ajudar a avançar com discussões ainda marginais, mas extremamente importantes para a construção de uma sociedade mais justa, responsável e sustentável.

Além das questões urbanísticas a serem resolvidas com a maior brevidade possível, também precisamos incluir no bojo dessa discussão questões legislativas com a reformulação das atuais leis trabalhistas e questões culturais em termos de organização do trabalho e gestão de pessoas. Afinal, ainda somos regidos e gerenciamos organizações como no início da revolução industrial.

Como assim? Simples. Uma cidade como São Paulo tem hoje uma atividade econômica pautada na sua maioria pela prestação de serviços, que na maioria dos casos podem ser realizados a qualquer hora e de qualquer lugar, basta um computador, uma banda larga e um bom softwer de gerenciamento (caso a organização queira se sentir no controle). Já passamos há tempo da época em que grandes metrópoles como São Paulo viviam da produção industrial em linha, atividades dessa natureza estão cada vez mais sendo transferidas para cidades mais distantes da capita, atraídas por trabalhadores mais baratos e incentivos fiscais de diversas ordens.

Mesmo assim, ainda organizamos as atividades nas grandes, médias e pequenas empresas sediadas em metrópoles como São Paulo para que os funcionários estejam presentes 8hs por dia (todos no mesmo horário) e 5 dias por semana, que na prática, produzem no máximo por 6h.

Com esse modelo, desperdiçamos em média 2hs por dia no mínimo com o uso ineficiente de energia (Iluminação, computadores e ar condicionados). Além disso, temos os desgastes com deslocamento em termos de tempo das pessoas e combustível gasto também de forma ineficiente, porque ônibus rodam invariavelmente com sobrepeso, carros com peso de menos e ambos com velocidades reduzidas e constantemente em processo de aceleração, momento em que o consumo de combustível é maior.

Será que um dia vamos atingir a maturidade necessária para rever nosso modelo organizacional de trabalho? Já seria um jeito de contribuir com as questões urbanísticas da cidade apontadas na matéria, sem a necessidade e investimentos vultosos. Boa parte das empresas de tecnologias, inspiradas em suas matrizes fora do Brasil já estão dando passos significativos nessa direção e não por esse motivo, vejo ou leio notícias de que estão enfrentando problemas financeiros ou de produção.

Rever esses modelos ou no mínimo encarar a discussão de frente, nos ajudará a ir muito além das questões ambientais (necessárias e emergências). Além disso, essa discussão também guarda enorme relevância com outras questões presentes na diversidade de pessoas e condições de vida que compõem nossa sociedade.

Horários flexíveis ou home officers, por exemplo, podem melhorar a inserção e manutenção com mais qualidade das mulheres no mercado de trabalho, dar chances aos homens experimentares outros papeis e responsabilidades em casa, na educação dos filhos e até mesmo na organização das suas atividades de lazer e ócio. Fato que por si só, já movimentaria e bem outros setores da economia.

Será que conseguimos avançar? Tenho a fé e o desejo que sim. Não há aqui respostas prontas, mas uma boa reflexão para construirmos perguntas e com isso, colocar essa ideia de uma sociedade mais justa, responsável e sustentável a diante.

Lucas Tiago R. de Freitas disse...

Precisamos de sustentabilidade: nos relacionamentos, nos empregos, nas transações comerciais, na responsabilidade de cada um e de todos. Precisamos de dedicação, de carinho, de cuidado e de capricho. Precisamos até de doação, abdicação. Precisamos vencer a nós mesmos a cada dia.