quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A necessidade de crescer a qualquer custo continua...

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Encaminho esse texto para avaliação de todos: http://www.voxeu.org/sites/default/files/Vox_secular_stagnation.pdf

O bastião do pensamento econômico continua firme na “necessidade de crescer a qualquer custo e acabar com a estagnação secular que explica a situação atual muito mais que uma específica crise financeira (a de 2008).”  Não conseguem imaginar que o erro pode estar exatamente no início, c´est-à-dire, na necessidade de crescer a qualquer custo.

Lembrei que Lawrence Summers não aceitou o gráfico de Herman Daly no Banco Mundial que colocava a economia como um subsistema da Terra.  Dessa forma é fácil essa pseudo-ciência concluir que qualquer de suas propostas se ajusta perfeitamente bem (no mito da) com sustentabilidade.  Nessa visão o sistema econômico não tem vinculação nenhuma com o meio ambiente do planeta onde se insere.  No final do texto podem dizer: “e esse sistema encontra-se em Marte” e nenhuma conclusão se alterará.  Claro que é uma fantasia.

Estranhar? Claro que não, nos livros de Macroeconomia a principal assertiva anida é “os recursos da natureza são totalmente irrelevantes para o processo econômico.” É isso que aprendem ainda hoje muitos alunos incautos, apesar de tanto blablablá de sustentabilidade.

Como temos visto com certa frequência entre as pessoas que ainda pensam, crescer a qualquer custo, sob qualquer artifício imaginário (carros elétricos, energia limpa, mecanismos de desenvolvimento limpo, energia nuclear “limpa”, etc.) é uma impossibilidade física num planeta finito, principalmente em termos de matéria, outro mito largamente difundido pelo qual só teríamos problema de energia.  Muitos acreditam que ao assegurar uma fonte infinita e limpa de energia (outro imaginário com várias restrições tecnológicas), podemos pensar então em construir os mais dois ou três planetas que iremos precisar para esse modelo.

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