segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Assustador!

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Enquanto isso todas as relações de causalidade que explicam essas e outras sérias ameaças contra a vida na Terra permanecerão intocáveis, mesmo em simpósios sobre sustentabilidade ou Rio+20.
E vamos colecionando mitos enquanto o barco afunda, como energia limpa (e sua derivação mais estúpida defendida pelo Monbiot e outros iluminados, como energia nuclear limpa), mecanismos de desenvolvimento limpo, economia do baixo carbono, mito do quociente, mito de só temos problema de energia, crescimento sustentável (disfarçado de desenvolvimento sustentável).

A própria palavra desenvolvimento deveria ser abolida. Dado que a humanidade foi alijada de qualquer participação dos decisões sobre seu futuro, essa palavra não poderia ser mais adequada: des + envolvimento ou não envolvimento (créditos à Karina Lira).

Precisamos de mudança e envolvimento.  Tudo que não temos. O que podemos ter certeza é da nossa própria extinção.  A maior extinção da vida dos últimos 65 milhões de anos em décadas e de forma antropogênica passa ao largo de qualquer preocupação da nossa espécie dita inteligente, apesar de já sabermos que do ponto de vista da biologia somos todos um e que é, como Stephen Jay Gould avisou, muita ingenuidade achar que essa extinção não irá se voltar contra os causadores.

Não muito tempo atrás nascíamos apenas com uma certeza, a de que um dia todos morreremos. Hoje nascemos com duas: que a vida não irá continuar na Terra por nossa própria conta e estupidez. Vai o gelo e com ele provavelmente toda a vida, enquanto ficamos em simpósios de sustentabilidade produzindo ziguilhões de toneladas de lixo e carbono na atmosfera só para agradar nossos egos... ou alguém não se apavorou ao ler a quantidade de lixo gerada na Rio+20? Não podemos esquecer o mito do jogar fora ou de acreditar que a economia é um sistema isolado assim como o Universo...

Abraço a todos

Hugo

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica

DA REUTERS
O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim deste mês, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, afirmou Scambos.
O recorde de degelo anterior ocorreu em 2007

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141061-gelo-marinho-do-artico-esta-perto-de-minima-historica.shtml

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