terça-feira, 6 de março de 2012

Comentário sobre declarações da Kátia Abreu: FIM DA CIVILIZAÇÃO À VISTA...

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Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012, 20h50m
Estado
Em conferência na Alemanha, Kátia Abreu diz que agricultura do Brasil é a mais sustentável do planeta
Na tarde de hoje, 22, a senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil-CNA, Kátia Abreu afirmou em conferência na Alemanha que o País tem a maior e mais sustentável agricultura do planeta e o País, além de ser exemplo para o mundo em termos de preservação ambienta. Kátia Abreu lembrou ainda que 61% do território brasileiro está conservado com vegetação nativa e enumerou a fertilização de áreas degradadas, a fixação biológica de nitrogênio e a integração lavoura-pecuária e floresta como técnicas adotadas pelos produtores brasileiros.
Redação
Divulgação
Senadora Kátia em conferência na Alemanha
A Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou nesta quinta-feira (23/02), na Alemanha, que o Brasil tem a maior e mais sustentável agricultura do planeta. De acordo com ela, o País é exemplo para o mundo em termos de preservação ambiental porque os produtores brasileiros adotaram, nos últimos anos, boas práticas agrícolas, condição que precisa ser recompensada. “Os esforços do Brasil precisam ser reconhecidos pelos países que desmataram e pelas empresas que, em suas atividades, são emissoras de gases”, afirmou durante conferência internacional organizada pela Fundação Friedrich Naumann para a Liberdade para debater a capacidade dos países emergentes e industrializados de enfrentar o desafio das mudanças climáticas.
Na conferência, a senadora Kátia Abreu lembrou que 61% do território brasileiro está conservado com vegetação nativa. “Não é floresta plantada, é floresta original”, ressaltou. Segundo ela, mais de 500 milhões de hectares de terra estão preservados no Brasil, único país do mundo que abriu mão de terras férteis que poderiam ser ocupadas com atividades agropecuárias para preservar a biodiversidade. Lembrou que outros países, como Rússia e Canadá, também tem extensas áreas de vegetação nativa, mas que essas áreas são inapropriadas para atividades agropecuárias. “Mesmo diante dessa condição diferenciada, o Brasil aceitou, voluntariamente, reduzir entre 36% e 38% as emissões de gases até 2020”, afirmou a senadora Kátia Abreu.
Aos especialistas em clima e em políticas exteriores e de desenvolvimento de partidos políticos, acadêmicos, imprensa e representantes da sociedade civil que acompanharam a conferência, a presidente da CNA enumerou as práticas adotadas que garantem à agropecuária brasileira uma situação diferenciada. Citou o plantio direto, técnica que não exige que a terra seja arada, o que aumenta a emissão de gases. “60% de toda a agricultura brasileira é plantio direto na palha”, afirmou. Enumerou, ainda, a fertilização de áreas degradadas, a fixação biológica de nitrogênio e a integração lavoura-pecuária e floresta como técnicas adotadas pelos produtores brasileiros.
(Assessoria)

Comentário:

O mais assustador é como essas coisas são ditas e não são retrucadas.  O não retrucar, questionar, perguntar geralmente se associa ao fim de uma civilização, dizem os historiadores. As bobagens atuais que ouvimos são:
- existe energia limpa (???)
- energia nuclear é a solução (Monbiot e desavisados iluminados seguidores dele embora ignorem que 99% dos resíduos até hoje não tem destinação final - e nem terão e nem são carbono neutro, se colocar na conta o comissionamento e descomissionamento das usinas, a mineração, o transporte, etc...)
- planos de sustentabilidade que não estão sendo desenvolvidos de forma crível porque ignoram a finitude planetária
- agricultura brasileira é sustentável (cadê os biólogos, ecólogos, os especialistas sobre o aquífero Guarani?)
- existe crescimento sustentável (existe, desde que se leve em conta a morte do hospedeiro, no caso o sistema de sustentação de todas as formas de vida na Terra...)
- a tecnologia irá resolver tudo (surreal, mas está sendo defendido na contra corrente, economista "ecológico" à la Solow...)
- comissão Stiglitz e precificação dos recursos da natureza resolverão os problemas via mercado (embora o mercado os tenha causado e o mercado e o modelo nunca são considerados a raiz do problema...e queremos uma solução para o problema com a mesma abordagem que o causou)
- os países emergentes poderão crescer desde que os desenvolvidos cresçam menos (sensacional, porque ter câncer em só um órgão se podemos ter em todos?!?)
E mais uma pérola:
- os ganhos de eficiência (mito do quociente) são suficientes para resolver o problema e desmaterializar a economia (sensacional, porque não tornar nossos corpos intangíveis logo de uma vez ao invés de ficar esperando o processo de desmaterialização da vida???)

A questão principal aqui não é o que é dito, mas o que não é.  Ao invés de atacar a raiz do problema - o modelo em si mesmo e como ele está fracassado em todos os sentidos - estamos colocando adereços naquilo que não tem mais jeito, sem promover uma real mudança.  O tombo do sistema sozinho sem os adereços seria até menor que o tombo que iremos observar com os adereços - tudo que se inventou de sustentabilidade só aumentou a pressão sobre os ecossistemas até agora e não a reduziu!   E tudo que se planeja fazer na direção da "economia sustentável" nada mais é que a mesma fórmula com uma pegada ou sobrecarga humana na Terra cada vez maior. Combater a economia do descarte imediato dos bens e do desperdício nem pensar, está fora de questão porque reduz o PIB.  Por que cortar 73% de desperdício em energia se podemos construir usinas nucleares e biodiesel?  Ignorar Ted Trainer é mais fácil do que parecia, mal sabe ele que vigora a filosofia do "não podemos abrir mão do lucro, mas podemos abrir mão do planeta".  É com essa "ideologia" que iremos desembocar na mais dura realidade jamais vista pela nossa espécie animal e tudo indica muito antes do que imaginávamos.

Hugo

Um comentário:

Rose disse...
Este comentário foi removido pelo autor.