terça-feira, 25 de outubro de 2011

A insustentabilidade segue inalterada, até o momento desse escrito...

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Tantas práticas, sem abordagem sistema e mudança de paradigma, só serviram para um processo de embelezamento... Infelizmente nunca colocou a atenção onde deveria estar: nas falhas desse modelo, que gera resíduos e problemas do começo até o fim.  Nada foi resolvido, ao contrário, nenhuma das variáveis ambientais que mais importam pararam de piorar. Ao contrário.
A soma das partes não dá o todo, todas as empresas se declaram sustentáveis com foco em mudanças marginais nas suas atividades e mantendo o modelo de crescimento eterno e, no final, a soma continua a mesma: fim da vida na Terra.

Está mais do que na hora do sistema parar de se endeusar e receber críticas externas a ele.  Esse processo de autogovernança, autoavaliação, autocriação de critérios, automarketing está acima do esperado do bom senso e assume que não há vida inteligente na face da Terra.

Faltou dizer qual foi a pegada ecológica de "mais" esse evento.

'Economia sustentável é dever de todos'
Para especialista, mudança de modelo deve partir das empresas, do governo e da sociedade civil em conjunto 


Coordenador da FGV se diz otimista sobre papel empresarial, mas ainda aponta dúvidas sobre as ações governamentais

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quatro dias de debates, dezenas de palestrantes locais e estrangeiros e centenas de participantes marcaram a oitava edição do Eima (Encontro Ibero-Americano de Desenvolvimento Sustentável), realizado entre os dias 17 e 20 na sede da FGV (Fundação Getulio Vargas) em São Paulo. Para falar sobre os resultados do evento, a Folha entrevistou um de seus organizadores, o coordenador do LabIES (Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade) da FGV, Ademar Bueno. (AP)
Folha - Quais são as principais conclusões dos debates e reuniões realizados no Eima? 
Ademar Bueno -
 Entre as diversas conclusões, destaco a importância da cooperação internacional para o desenvolvimento de um novo modelo de economia verde ou sustentável.
Fica cada vez mais claro que o modelo econômico criado no século 20 não serve mais para o futuro do planeta. Ao pensar em novos modelos de negócio que sejam sustentáveis, ou seja, que levem em conta aspectos não apenas econômicos, mas também sociais e ambientais, o Brasil tem muito a aprender e oferecer aos outros países. Se o tema da sustentabilidade e suas implicações são globais, as soluções deverão caminhar no mesmo sentido.

Entre os temas debatidos, quais geraram maior controvérsia? 
A maior controvérsia sempre surge quando se debate qual é o agente da sociedade que deve co meçar de fato essa mudança para um modelo de desenvolvimento sustentável. Se esse papel cabe às empresas, ao governo ou mesmo às organizações da sociedade civil. Pessoalmente, acho que a resposta vem de uma combinação de todos esses segmentos.

Em que estágio esses agentes se encontram em relação ao tema?
Do ponto de vista empresarial, as expectativas são bastante otimistas, pois empresas, embora de modo ainda não muito claro e organizado, já vêm tomando a frente no desenvolvimento de programas de sustentabilidade. A sociedade brasileira, de modo ainda tímido, começa a responder quanto à sua insatisfação com o modelo atual. Quando apontamos para o lado governamental, no entanto, o que vemos é uma certa dúvida sobre como ele pode coordenar ações, leis ou regulamentações que facilitem os demais agentes, sobretudo as empresas, a optar por modelos ou tecnologias mais sustentáveis.

A FGV lançou o La bIES (Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade) durante o evento. O que é o laboratório e como ele funcionará? 
O Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade foi criado dentro da Escola de Economia da GV. Seu maior objetivo, além de trabalhar o tripé Ensino-Pesquisa-Extensão, é o de ser um grande incentivador para a cooperação internacional, ajudando no desenvolvimento de novos modelos econômicos e de negócios sustentáveis para empreendedores Brasil. A Getulio Vargas tem essa tradição de inovação em novos modelos de aprendizagem, e o LabIES funcionará sempre com modelos de parcerias locais e internacionais voltadas para o avanço de novos modelos. 

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