segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Neoliberalism, Degrowth and the Fate of Health Systems

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Esse texto está muito bem escrito e vale a pena ser lido:  http://healthafteroil.wordpress.com/2012/09/14/neoliberalism-degrowth-and-the-fate-of-health-systems/?blogsub=confirming#subscribe-blog


Dan Bednarz
Allana Beavis
There are unprecedented and widely unappreciated dangers posed to public health, nursing, medicine and allied health professions by the ongoing global economic contraction. This is a multilayered and, frankly, emotionally difficult topic to digest. Before discussing how health systems are affected we first lay out the larger social-ecological context of modern society’s predicament. This includes a brief overview of the idea of degrowth,[i],[ii],[iii] which is a response to ecological overshoot and reaching the physical resources and ecological limits to growth, and why it must supplant growth as the cardinal metaphor of modern culture. Then we outline how the inability to perceive that the world has reached the end of growth –by mistakenly seeing the present as a Great Recession- threatens health systems.
Understanding economic contraction is not merely a cognitive process of evaluating arguments and evidence. The modern mind is ensconced in a mythology that sacralizes technological progress, mastery of nature and economic growth. These convictions make it difficult or impossible to see the unfolding socioeconomic descent as anything other than a deep economic recession that will end when the correct policy measures, stimulus, austerity or some combination, are enacted. As children and throughout adulthood we moderns learn in sublime, tacit and explicit ways that a constantly expanding economy is good, has no downside, validates our sense of self-worth, and is therefore the natural state of human affairs. (We also are socialized to believe that nature is passive and subject to the dictates of humans, meaning we can use our intelligence and technology to get out of environmental dilemmas such as peak oil and other resource depletion, climate change, overpopulation, acidification of the oceans and so on through the long list of ecological insults and damage we have wrought.)
For instance, French Premier Francois Hollande in June said, “If there is no growth then no matter what we do we will not meet our debt and deficit reduction targets. President Obama at about the same time told Charlie Rose, in an interview broadcast on CBS, that running for president is about laying out your“theory for how to grow the economy.” This year Prime Minister Steven Harper said, “… we’ve tried to focus on what we can do to sustain growth in the Canadian economy.” In short, economic growth is the quintessential policy goal of all Western governments. Imagine seeing any of these three leaders giving a speech announcing that humanity has reached the limits to growth and therefore will have to redesign the social world.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Nada muda, nada mudou e...

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Carta ao pessoal do decrescimento,

O clima está surreal.  Somente acordaremos do sonho das nossas SUVs em estações de esquis com casas de 500 metros quadrados, principalmente para aqueles que ainda não realizaram isso, quando o céu cair literalmente sobre nossas cabeças.

Isso me leva a um tema super importante para esse grupo. 

A crise de 2008 evidenciou o que pode ser um dos maiores flagelos do atual modelo econômico: fracasso de demanda agregada e incapacidade de crescer eternamente. Ficou claro, por essa via, que as piores decisões desde o final dos anos 1980 começaram a ser tomadas para evitar esse flagelo, fomentada pela ideologia (pura ideologia) das teorias de livre mercado que produziram uma das maiores flexibilizações do mercado financeiro, mas somente dele, jamais foi liberado o mercado de trabalho, de bens e de produção, principalmente nas três maiores economias estatais do planeta, a saber, Estados Unidos, Japão e Alemanha.  A “teoria” só vale ao que mais interessa ao sistema.  O interessante mesmo foi fazer política monetária com a China exportando deflação (leia-se uma das maiores explorações humanas da vida desse planeta) e comprando ativos dos países ricos.  A dura realidade das políticas monetárias ainda vai acontecer, seja via deflação interna ou monetização de dívida.

Sabemos hoje que se produziu um crescimento vertiginoso de dívida privada nas nações avançadas que está sendo transferida para o setor público e como não há mais como ser transferida para outra entidade, significará que o flagelo da falta de crescimento ou japanização é inescapável, juntamente com o desmonte acelerado dos programas de suporte social.  Sem falar que só Europa (que conta com mercados externos e intraeuropeu para crescer via exportações) está avançada no ajuste do desequilíbrio fiscal, ao passo que Japão e Estados Unidos nem começaram a endereçar o tema.

Foi o crescimento vertiginoso da dívida, com níveis jamais vistos na história da humanidade, que financiou o consumo das nações deficitárias e avançadas e agora também endividadas. Sem nenhuma outra nação que entre no seu lugar, seja com peso e tamanho desses países, mesmo com a ideia estapafúrdia da China ter ultrapassado o ponto de Lewis e estar a ponto de virar a locomotiva de consumo do planeta, não há como dar vazão a essa produção gigantescamente estúpida.  A China está a ponto de se transformar no maior desastre ambiental e de excesso de investimentos da Terra (uma pesquisa rápida no youtube deixa bem claro os custos sociais e ambientais da maravilha chinesa). 

Não espanta ninguém desse grupo que para as nações desenvolvidas voltarem a crescer os vetores são os mais tradicionais possíveis: construção principalmente de imóveis residenciais, infraestrutura, mineração e petróleo e venda de automóveis (vários pacotes de estímulo de Japão à Alemanha, não só no Brasil e na China)?  Na verdade nesse período de explosão da dívida, 75% do consumo desnecessário das famílias dos países ricos foi financiado por dívida e não por renda.  E essa explosão de consumo das famílias explica 90% do crescimento dos países ricos e isso, é claro, é mais flagrante nos EUA, onde o desperdício também explodiu: carros que fazem um quilômetro por litro viraram regra e o tamanho das casas triplicaram para famílias cujo tamanho caiu para muito menos da metade.  Mais de 10% da energia produzida nesse país só para manter as luzes “stand by” dos aparelhos ligadas à toa. As casas cerradas 365 dias do ano com ar condicionado durante o verão e com calefação durante o inverno.  Roupa no varal ou andar a pé viraram hábitos jurássicos. E estamos caminhando para uma economia sustentável...

Não podemos dizer que esse processo todo produziu a maior concentração de riqueza jamais vista nesse planeta, mas os mais ricos são como os republicanos dizem “job creators”, uma mega estratégia de comunicaçãoA organização internacional do trabalho vira no túmulo toda vez que ouve isso.

Em resumo, com a falta de crescimento, a única meta de todos os governantes, dirigentes, empresários, formadores de opinião é restabelecer a confiança no sistema e isso só é possível através da volta do crescimento.   A confiança é fundamental para evitar falência, default, crises.  Se um depende do outro, o futuro já está traçado: colapso e guerras. Não há como restabelecer o crescimento, porque os últimos 30 anos não passou de antecipação de demanda futura, via dívida, e o ajuste irá durar um período japonês através do qual o crescimento será um fiasco e os emergentes não irão desempenhar melhor com seus voos de galinha.

A pergunta que deveríamos fazer, finalmente, é porque após mais esse fracasso do modelo, ficamos mudos ao invés de adotarmos uma postura semelhante ao do Roegen e desferir uma crítica irrefutável como a dele sobre o mito sócio-econômico do crescimento gerador de bem estar?   Mais que isso, porque após mais esse fracasso, não nos assusta ficarmos mais próximos do desastre ambiental-planetário com os anúncios do governo que também irão na mesma direção do resultado sócio-econômico desastroso dos países ricos?

Se nada disso nos assusta, nada mais poderá assustar. Só mesmo quando o céu cair sobre nossas cabeças. Os tristes infelizes de Nova Friburgo, Florianopólis, Petrópolis, etc. que o digam, se pudermos, como espécie animal, nos simpatizar com eles. Muitos deles não dizem mais nada infelizmente, e nem nós, e os que ficaram continuam sem suas casas reconstruídas até hoje, porque construir casas biodinâmicas com 10.000 reais não é permitido. O que é permitido é movimentar o capitalismo com casas convencionais, mesmo na situação de emergência que eles estão.

Hugo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Querida, acho que destruí o planeta

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Mais uma da série "Querida, acho que destruí o mundo e o bom é que ninguém está vendo isso"

Gelo no Ártico derrete mais rápido e impressiona cientistas

7/9/2012 12:46,  Por Redação, com BBC - de Londres
http://correiodobrasil.com.br/imagens/bbc.gif
Ártico
A camada de gelo no Ártico está cada vez mais fina
Cientistas da Noruega estão alertando para o fato de que o gelo no Ártico está derretendo a uma velocidade maior do que a média. Pesquisadores afirmam que o mar de gelo está ficando cada vez mais fino e vulnerável no norte do planeta. No mês passado, o derretimento deixou o gelo do Ártico no seu menor nível em mais de 30 anos, desde que começaram as medições via satélite.
Os cientistas acreditam que isso possa influenciar até mesmo o clima na Europa. O derretimento deve continuar por pelo menos mais uma semana, atingindo o seu auge na metade de setembro, quando as temperaturas ainda permanecem acima do ponto de congelamento.
O diretor do Instituto Polar Norueguês, Kim Holmen, disse à agência inglesa de notícias BBC que a velocidade do derretimento é maior do que o esperado.
– Isso é uma mudança maior do que nós imaginávamos há 20 anos, ou mesmo há dez anos – diz Holmen.
O instituto está enviando um navio quebra-gelo para pesquisar as condições entre a Groenlândia e a ilha de Svalbard – a principal rota por onde passa o gelo que sai do Oceano Ártico. Durante uma visita ao porto, um dos cientistas, Edmond Hansen, disse que estava “impressionado” com o tamanho e a velocidade do degelo.
– Como cientista, eu sei que isso é algo sem precedentes em pelo menos 1,5 mil anos. É realmente impressionante… É uma mudança enorme e dramática no sistema – diz Hansen.
Segundo o cientista, “isso não é um fenômeno de curta duração – isso é uma tendência contínua. Você perde mais e mais gelo e está se acelerando – é só olhar os gráficos, as observações, e você pode ver o que está acontecendo.”
Gelo fino
Dados importantes são registrados não só pelos satélites como também por uma série de técnicas diferentes. Uma equipe foi enviada ao gelo para perfurar buracos e coletar dados que possam revelar a origem do gelo. Desde os anos 1990, boias especiais ligadas ao leito do mar usam sonares que captam dados constantes sobre a superfície do gelo.
Um equipamento eletromagnético conhecido como EM-Bird é suspenso de um helicóptero, sobrevoando o gelo. O instrumento capta dados sobre a espessura da camada do gelo na superfície. Os dados mais recentes ainda estão sendo analisados, mas o cientista Sebastian Gerland disse que já é possível perceber um padrão recorrente a cada ano.
– Na região onde trabalhamos, nós vemos uma tendência geral de gelo mais fino – afirma.
Onde o gelo desaparece por completo, a superfície perde a sua coloração branca que reflete a radiação solar. A coloração escura absorve a radiação, aumentando ainda mais a temperatura. Algumas previsões indicam que o Ártico pode não ter mais gelo nos verões de 2080. No entanto, alguns cientistas acreditam que isso possa acontecer ainda antes.
Ventos
Kim Holmen levanta a possibilidade de as mudanças climáticas afetarem o clima na Europa. Segundo ele, o trajeto e a velocidade do vento são determinados pela diferença de temperatura entre os trópicos e o Ártico. Uma mudança climática no polo poderia provocar mudanças nos ventos que sopram pela Europa.
– Quando não houver gelo no Ártico, a região não será mais branca e absorverá mais luz do sol, e essa mudança poderá influenciar sistemas de ventos e onde a precipitação ocorre. No norte da Europa, isso pode significar precipitação maior, enquanto o sul da Europa pode se tornar mais seco – afirma Holmen.
Essa opinião é compartilhada pelo Centro Europeu de Previsão do Tempo de Médio Alcance, entidade baseada em Reading, na Grã-Bretanha. O diretor da entidade, Alan Thorpe, acredita que ainda é preciso evoluir na pesquisa sobre o impacto que as mudanças no Ártico terão no clima europeu.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mito do crescimento eterno

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Mito do crescimento eterno: foi necessário chegarmos ao precipício e risco de extinção total para reconhecê-lo embora ele fosse verdadeiro desde priscas eras

Esse artigo foi publicado no Market Watch do Wall Street Journal no dia 12 de junho e foi descoberto pelas redes de sustentabilidade. Segue abaixo. A única ressalva que faria ao seu raciocínio, que não muda a conclusão, é que o principal driver do crescimento eterno não é mais o crescimento populacional, mas o crescimento do materialismo das populações existentes, que aumentou seis vezes mais rápido que a população no século XX, segundo a World Watch.  Na verdade, somos a única espécie animal exossomática da Terra e nosso impacto no planeta deriva não só do número de pessoas, mas do nosso padrão material de consumo. Por exemplo: 1 bilhão de pessoas no nível de consumo da África tem um impacto infinitas vezes menor que 300 milhões de pessoas na América. Basta lembrar que 1/3 do lixo no mundo é produzido por 4,3% da população mundial.


Dear Mr. Paul,

You probably know the work of Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994). He put forth in his time a strong and irrefutable critique of economic theory.  His colleagues in science, other prominent economists, ignored both him and his work in the 1970s rather than incorporating his discoveries into the field.  This was a huge mistake, equivalent to Albert Sabin being ignored by other medical professionals after discovering a vaccine. This mistake has an enormous cost to humankind, because now the only possible outcome is to mitigate the deepening collapse of ecological services. The best case scenario is that a part of humankind survives. The only possible way to mitigate the catastrophe is through an absolute reduction of matter and energy. But as you must know, all current policies are pointing in the opposite direction. Growthmania and a false economic theory together are putting an end to life on Earth and this is being done only to satisfy the wealthiest among us.

Congratulations,

Best wishes,

Hugo Penteado

June 12, 2012, 12:03 a.m. EDT

Myth of Perpetual Growth is killing America

Commentary: Everything you know about economics is wrong

By Paul B. Farrell, MarketWatch
SAN LUIS OBISPO, Calif. (MarketWatch) — Yes, everything you know about economics is wrong. Dead wrong. Everything. The conclusions of economists are based on a fiction that distorts everything else. As a result economics is as real as one of the summer blockbusters like “Battleship,” “The Avenger” or “Prometheus.”
The difference is that the economic profession is a genuine threat, not entertainment. Economics dogma is on track to destroy the world with a misleading ideology.
http://ei.marketwatch.com/Multimedia/2012/06/11/Photos/ME/MW-AS047_enviro_20120611125705_ME.jpg?uuid=8605180c-b3e6-11e1-b734-002128049ad6

Reuters

A stray dog stands on a rubbish dump at the seafront in Sidon, southern Lebanon.
Why? Because all economics is based on the absurd Myth of Perpetual Growth. Yes, all theories and business plans based on growth are mythological.
Economists are master illusionists who rely on a set of fictions, fantasies and forecasts that emanate from a core magical mantra of Perpetual Growth that goes untested year after year.
And yet it’s used to manipulate the public into a set of policies and decisions that are leading the American and the world economy down a path of unsustainable globalization and GDP growth assumptions that will self-destruct the planet.
Denial? We’re all addicted to the Myth of Perpetual Growth
Yes, economists are addicted to this ideology. Trapped deep in their denial, can’t see the problem, or admit it, or if they do, they are unable to stop themselves, see past their own myopic world view. They’re mercenaries working for capitalists who pay their salaries, and expect them to support the capitalist’s bizarre Myth of Perpetual Growth.
Worse, the public also bought into the myth. Yes, you believe everything you learned in college about economic theories, all the textbooks, everything you read in the daily press, the government reports, all those Wall Street analysts’ predictions relying on studies prepared by economists with credentials.
But everything you think you know about economics … is wrong. Dead wrong. And until economics acknowledge this, the discipline is on a self-destruct path.
Why? The science of economics is not science. Yes, it looks scientific with all the fancy math algorithms and computer models that economists use, but all that’s just window dressing to make the economist look scientific and rational.
They’re not. Their conclusions are pre-ordained, fabricated, based on their biases, personal ideologies and whatever their employer wants to prove to manipulate consumers, voters or investors to buy what they’re selling.
‘What do you call an economist with a prediction? Wrong’
Don’t believe me? Go look at USA Today’s quarterly surveys of 50 economists projections of GDP growth. Invariably off by a large margin. And Barron’s Big Money poll? In past reviews we’ve seen a wide gap in forecasts by the bulls and bears.
Bottom line: Whether it’s Roubini or Roach, Kudlow or Krugman, you can’t trust the predictions of any economist. Ever. Best warning: That famous BusinessWeek editorial several years ago headlined: “What Do You Call an Economist with a Prediction? Wrong.”
Unfortunately, we live in a world of capitalists who thrive on the great Myth of Perpetual Growth, endless growth, ad infinitum, forever, till the end of time.
But driving the economists’ growth myth is population growth. It’s the independent variable in their equation. Population growth drives all other derivative projections, forecasts and predictions. All GDP growth, income growth, wealth growth, production growth, everything. These unscientific growth assumptions fit into the overall left-brain, logical, mind-set of western leaders, all the corporate CEOs, Wall Street bankers and government leaders who run America and the world.
But just because a large group collectively believes in something doesn’t make it true. Perpetual growth is still a myth no matter how many economists, CEOs, bankers and politicians believe it. It’s still an illusion trapped in the brains of all these irrational, biased and uncritical folks.
No-win scenario: Damned if we grow? Damned it we don’t grow?
Capitalism itself is at a crossroads. Growth is capitalism’s sacred cow but it’s “grow or die” theory doesn’t work anymore. With us since 1776, it’s being challenged by a “new god of reality” that’s flashing warnings of an emerging new reality from critics, contrarians and eco-economists. This war is pitting old and new economists:
Grow OR Die. Traditional economists (pro-capitalism): We’re told we need 3% GDP growth to support the next batch of 100 million Americans. We believe it on faith. Drill Baby Drill. Buy stuff. Get new jobs to fuel growth. We’re out of control. Exploding growth fuels demands as the rest of the world adds 2.9 billion new humans, all chasing their “American dream.”
Grow AND Die. New eco-economists (environmentalists): They see Big Oil’s destruction of our coastal economies, the rape of West Virginia’s coal mountains, the unintended consequences of uncontrolled carbon emissions and they ask: “When will economists, politicians and corporate leaders stop pretending Earth’s resources are infinitely renewable?”
Yes, our world is at a crossroads, facing a dilemma, confronting the ultimate no-win scenario, because the “Myth of Perpetual Growth” is essential to support the global population explosion. But all this “Growth” is also killing our world, wasting our planet’s non-renewable natural resources. “Eternal Growth” is suicidal, will eventually destroy Earth. We’re damned if we grow. Damned if we don’t.
Future economists will be forced into a No-Growth Economics
But will economists change as long as they’re mercenaries in the employ of Perpetual Growth Capitalists? No. It will take a new mind-set. The difference between the mind-set of traditional economists and the new eco-economists is simple: Traditional economists think short-term, react short-term, pursue short-term goals. New eco-economists think long-term.
Initially this may seem overly simplistic, but fits perfectly. Here’s why:
Old traditional economists — short-term thinkers: Traditional economists are employees and consultants for organizations with short-term views — banks, big corporations, institutional investors, think-tanks, government. They all think in lock-step, driven by daily returns, quarterly earnings, annual bonuses. Short business and election cycles are more important than what happens a decade in the future. Their brains are convinced: If we can’t survive the short, long-term is irrelevant.
Environmental economists — long-term thinkers: New eco-economists see, think and plan for the long-term. They know traditional economists’ and capitalists’ thinking is setting America up for more and bigger catastrophes than the Gulf oil spill and the last meltdown. The “Avatar” film is a perfect metaphor: Soon capitalism will exhaust Earth’s resources forcing us to invade distant planets searching for new energy resources.
Actually something more immediate will force change much sooner. You are not going to like it: United Nations and Pentagon studies predict population growth (the main driver of all economic growth) will create unsustainable natural-resources demands as early as 2020 with global population exploding from seven to 10 billion by 2050. So expect Depression Era austerity, unemployment and a new no-growth economy.
Will we change? In time? Plan ahead? No, we won’t wake up without a collapse. We know the Myth of Perpetual Growth is pure fiction. But we also know our leaders, capitalists, economists and politicians all live in a collective conscience that must believe in this bizarre myth in order to justify everything they believe about the future, about progress, about income and wealth increasing, about a better life.
So we will all hang on … until a catastrophe shocks our world, forces us to wake up and let go, newly aware of the absurdity of the Myth of Perpetual Growth on a planet of finite resources. And it will happen sooner than you think.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Assustador!

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Enquanto isso todas as relações de causalidade que explicam essas e outras sérias ameaças contra a vida na Terra permanecerão intocáveis, mesmo em simpósios sobre sustentabilidade ou Rio+20.
E vamos colecionando mitos enquanto o barco afunda, como energia limpa (e sua derivação mais estúpida defendida pelo Monbiot e outros iluminados, como energia nuclear limpa), mecanismos de desenvolvimento limpo, economia do baixo carbono, mito do quociente, mito de só temos problema de energia, crescimento sustentável (disfarçado de desenvolvimento sustentável).

A própria palavra desenvolvimento deveria ser abolida. Dado que a humanidade foi alijada de qualquer participação dos decisões sobre seu futuro, essa palavra não poderia ser mais adequada: des + envolvimento ou não envolvimento (créditos à Karina Lira).

Precisamos de mudança e envolvimento.  Tudo que não temos. O que podemos ter certeza é da nossa própria extinção.  A maior extinção da vida dos últimos 65 milhões de anos em décadas e de forma antropogênica passa ao largo de qualquer preocupação da nossa espécie dita inteligente, apesar de já sabermos que do ponto de vista da biologia somos todos um e que é, como Stephen Jay Gould avisou, muita ingenuidade achar que essa extinção não irá se voltar contra os causadores.

Não muito tempo atrás nascíamos apenas com uma certeza, a de que um dia todos morreremos. Hoje nascemos com duas: que a vida não irá continuar na Terra por nossa própria conta e estupidez. Vai o gelo e com ele provavelmente toda a vida, enquanto ficamos em simpósios de sustentabilidade produzindo ziguilhões de toneladas de lixo e carbono na atmosfera só para agradar nossos egos... ou alguém não se apavorou ao ler a quantidade de lixo gerada na Rio+20? Não podemos esquecer o mito do jogar fora ou de acreditar que a economia é um sistema isolado assim como o Universo...

Abraço a todos

Hugo

Gelo marinho do Ártico está perto de mínima histórica

DA REUTERS
O gelo marinho que recobre o oceano Ártico provavelmente chegará à sua menor extensão na história registrada até o fim deste mês, afirmou Ted Scambos, cientista-chefe do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos.
A tendência de diminuição continuará por algumas semanas depois desse ponto mínimo, afirmou Scambos.
O recorde de degelo anterior ocorreu em 2007

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1141061-gelo-marinho-do-artico-esta-perto-de-minima-historica.shtml

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mudanças climáticas e os 'céticos', artigo de José Goldemberg

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José Goldemberg é um excelente cientista e tem uma visão clara do problema.  A única falha da sua análise é não relacionar o problema climático e outros problemas mais graves como extinção da vida ao erro do modelo econômico baseado numa teoria econômica autista.  Seria muito interessante ele conhecer e avaliar a visão da Economia Ecológica e seu principal contribuidor, o Nicholas Georgescu-Roegen que considero ainda o principal ponto de partida da mudança necessária.

Último não menos importante, o modelo de crescimento exponencial do consumo das famílias financiado por dívida possibilitado por emissão de moeda sem lastro num ambiente de extrema concentração de riqueza e destruição do emprego está fadado ao colapso econômico social muito antes da restrição ambiental planetária.

Não é só a rota de colisão suicida desse modelo econômico com o planeta o seu único problema.

Hugo Penteado

Mudanças climáticas e os ‘céticos’, artigo de José Goldemberg

[O Estado de S.Paulo] Por incrível que pareça, estamos atravessando, neste início do século 21, uma onda de obscurantismo cultural e científico sem precedentes. Ela tem origem, principalmente, nos Estados Unidos, mas está se propagando pelo restante do mundo.
Publicado em agosto 21, 2012 por HC

aquecimento global
Ao mesmo tempo que os físicos estão conseguindo desvendar os mistérios da natureza com a descoberta do bóson de Higgs – “a partícula de Deus” -, a cientologia avança nos Estados Unidos e a teoria da evolução de Darwin é questionada nas escolas de vários Estados daquele país.
Algumas dessas crenças têm origem em pequenos grupos religiosos retrógrados que exploram a boa-fé de pessoas de baixo nível educacional, mas outras têm, claramente, motivações mais perversas e até interesses comerciais. A cientologia, em particular, é considerada uma religião nos Estados Unidos, sendo, portanto, isenta do pagamento de impostos. Alguns de seus ensinamentos atingem o nível do absurdo ao afirmarem que bilhões de seres de outras galáxias se apossaram dos seres humanos há dezenas de milhões de anos, quando ainda nem havia seres humanos, e continuam neles até hoje.
O que elas todas têm em comum, contudo, é o completo desconhecimento do que é ciência. Isso é o que está ocorrendo no momento também com os “céticos” que questionam o fato notório de que a ação do homem está provocando o aquecimento do planeta.
As bases científicas do aquecimento da Terra são simples: desde o início da Revolução Industrial, no início do século 19, os seres humanos passaram a consumir quantidades crescentes de combustíveis fósseis – carvão mineral, petróleo e gás natural -, cujo resultado é a produção de um gás, o dióxido de carbono (CO2), que é lançado na atmosfera, onde permanece por um longo período de tempo. Sucede que esse gás é transparente e deixa a luz solar passar, atingindo o solo e aquecendo-o. O normal seria esse calor voltar para o espaço, porém isso não ocorre porque o dióxido de carbono não deixa o calor passar e voltar para o espaço. Com isso, todo o nosso planeta está ficando mais quente, como se verifica numa estufa onde se criam rosas ou vegetais no inverno.
Há muitas outras causas conhecidas para o aquecimento global, como as manchas solares, a inclinação do eixo da Terra, as erupções vulcânicas, etc. De fato, ao longo da existência do planeta – que se estende por bilhões de anos – houve grandes variações na temperatura e elas são bem entendidas pelos geólogos.
Acontece que, sobrepondo-se a essas causas naturais do aquecimento, existe a ação do homem, que consome combustíveis fósseis e lança gases na atmosfera. Esse fenômeno tem sido estudado por um grande número de cientistas há mais de 50 anos.
Para entender o que aconteceu até agora e tentar prever o que vai acontecer nas próximas décadas os cientistas construíram modelos de como o clima da Terra se comporta à medida que o tempo passa e a atmosfera se modifica com mais dióxido de carbono, originado da queima dos citados combustíveis fósseis. Nesses modelos, o que se faz é relacionar causa e efeito, que é a maneira como a ciência funciona. A causa é a presença de maiores quantidades de gases na atmosfera e o efeito, o aquecimento resultante do nosso planeta.
Há incertezas nas previsões científicas, mas com o passar do tempo elas estão ficando cada vez mais confiáveis e precisas. Por exemplo, James Lovelock, ídolo dos ambientalistas por suas ideias sobre a “hipótese Gaia” – que considera a Terra toda com características de um ser vivo -, não questiona a realidade do aquecimento global como resultado da ação do homem, mas sim a necessidade de mais pesquisa sobre o tema.
É contra essas evidências que se manifestam os “céticos”, cuja motivação não é clara. Alguns o fazem para atrair a atenção do público e outros podem estar sendo estimulados pelas indústrias que serão prejudicadas caso seja limitado o uso de combustíveis fósseis, que tem sido proposto por vários países.
Esses “céticos” não adotam o método científico ao fazerem as suas críticas. Eles simplesmente emitem opiniões e previsões esdrúxulas, como a de que a Terra estaria passando por um processo de resfriamento, em lugar de se aquecer, num futuro que eles não especificam. Cartomantes podem fazer isso, mas não cientistas.
Os “céticos”, a maioria deles sem formação científica na área de mudanças climáticas, conseguiram notoriedade nos Estados Unidos publicando artigos no Wall Street Journal (!). Alguns jornalistas mal informados frequentemente dão grande cobertura a essas pessoas porque elas provocam controvérsias que atraem os leitores. Para alguns, é considerado bom jornalismo que “se ouçam os dois lados”, o que é válido para muitos outros assuntos, como, por exemplo, a descriminalização da maconha ou as vantagens da introdução da pena capital para crimes hediondos, em relação aos quais existem opiniões divergentes.
Sucede que no caso do aquecimento global não há “dois lados”: o que existe são previsões científicas baseadas na ciência que conhecemos, que podem não ser perfeitas – como é todo o conhecimento científico -, mas têm avançado muito. O “outro lado”, de modo geral, utiliza informações pseudocientíficas, ou simplesmente dúvidas lançadas ao vento que não podem ser respondidas sem uma argumentação científica que não é adequada para programas populares.
Opiniões pessoais ou crenças religiosas devem ser respeitadas, mas argumentos incorretos que prejudicam a adoção de políticas públicas importantes – como as de prevenir o aquecimento da Terra reduzindo o consumo de combustíveis fósseis – são perniciosos e não atendem ao interesse público.
JOSÉ GOLDEMBERG É PROFESSOR EMÉRITO E EX-REITOR DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), FOI SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO GOVERNO FEDERAL E DO ESTADO DE SÃO PAULO
Artigo originalmente publicado em O Estado de S.Paulo.
EcoDebate, 21/08/2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Alimentos transgênicos - saiba como indentificá-los

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Alimentos transgênicos geram muitas polêmicas e nós aqui do Coletivo Verde estamos preparando
uma matéria mais profunda sobre o assunto. Mas, o que vou tratar hoje é do direito do consumidor
escolher se deseja ou não se alimentar de transgênicos.

Rotulação dos alimentos trangênicos ? Como saber se um produto é transgênico

Atualmente encontramos diversos alimentos com matéria prima à base de transgênicos e 
desde 2003 existe no Brasil o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da
área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a 
identificarem, com um ?T? preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com
mais de 1% de matéria-prima transgênica.A resistência das empresas foi grande,
e muitas permaneceram sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos.
O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem
seus produtos, o que começou a ser feito a partir de 2008.


A rotulagem de produtos transgênicos é um direito básico dos consumidores. Todos nós temos
o pleno direito de saber o que consumimos.A leitura de rótulos é muito importante para identificar
alimentos com o menor índice de aditivos químicos preservando nossa saúde e também perceber
se na embalagem existe o selo de identificação de transgênicos, que muitas vezes está bem
pequeno e no cantinho.
É verdade, temos transgênicos no mingau do bebe, nos óleos de soja, milho e algodão. 
Interessante saber também que a canola é uma planta transgênica. A alternativa é o óleo de
girassol ou o azeite de oliva para quem quer consumir produtos não transgênicos.Uma 
alimentação orgânica certificada ainda é o que podemos fazer de melhor para fugir dos 
transgênicos, agrotóxicos, promotores de crescimento e aditivos químicos. O objetivo deste
texto é alertar que é preciso tomar uma posição, seja quanto à informação, à alimentação, ao 
Meio Ambiente ou à maneira como somos tratados pelas Empresas. Compromisso e respeito 
são essenciais em todas as relações.

Colaboradores