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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Austrália combate gases bovinos do efeito estufa

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Após ler o artigo (ver conteúdo abaixo), não dá para deixar de comentar. Legal, mas ao pegar o rebanho que arrota menos e multiplicar por 10 ad nauseam para satisfazer as necessidades ilimitadas dos seres humanos e impensáveis dos chineses, o impacto total será maior mesmo assim. E, a indústria da carne pode fazer de tudo, mas dar carne aos 6,7 bilhões de pessoas dentro da lógica produtivista e acumulativa significa ter que seguir o conselho de Stephen Hawking: precisaremos colonizar outros planetas rapidamente. A saída não está aí se não revertermos essa lógica. E não temos como sair desse planeta, estamos presos aqui.

Do ponto de vista da saúde, a carne é um grande mal para o corpo humano, principalmente quando ingerida além da nossa capacidade digestiva. Segundo literatura médica, só conseguimos digerir de 30 a 40 gramas de carne a cada quatro horas, dada a nossa natureza onívora (ops, desconhecemos até o ecossistema mais próximo da gente pelo jeito...). Os animais carnívoros tem saliva ácida, produzem ácido clorídrico suficiente para derreter ossos e tem intestino curto; seres humanos e os onívoros possuem saliva alcalina e a carne chega inteira no estômago, onde produzimos muito pouco ácido clorídrico e termina num intestino preguiçoso e longuíssimo.

Foi feita uma lavagem cerebral para acreditarmos que somos carnívoros, contrariando conhecimentos básicos de biologia. Eu perguntei isso outro dia a uma plateia e todos levantaram a mão para confirmar que somos carnívoros!!! A modernidade é cheia de oximoros: informações emburrecedoras; veículos paralisantes, saúde para doentes, alimentos desnutritivos, cidades desumanas, etc.

Fora os 30 ou 40 gramas que somos capazes de digerir, o resto apodrece dentro do nosso tubo digestivo longuíssimo, vira fonte de contaminação, obesidade, aceleração do envelhecimento e doenças. A verdade é que a carne que excede a quantidade possível de ser digerida só serve para ser transformada em bolo fecal podre e contaminante, que demora três dias para sair pelas vias naturais. Isso não é um sinal da nossa inteligência...

Comer carne não é só um dos hábitos mais anti-ecológicos que existem, é também anti-social e perdulário com a Terra: não comemos a vida do boi, mas a sua morte e se todo alimento usado para os rebanhos fosse dado aos seres humanos, a oferta de alimentos aumentaria várias vezes. Todo e qualquer produto que não poder ser universalizado para os 7 bilhões de seres humanos tem que ser evitado ou consumido de acordo com as suas possibilidades benignas. A partir de um certo ponto é, à lembrança de um importante termo de Herman Daly, deseconômico. Já sabemos o montante: 40 gramas.

Portanto, o artigo mostra como a solução dos problemas econômico-ecológicos não saem da lógica quantitativa, produtivista, acumulativa, seja no âmbito da carne, do clima ou da energia e alhures. Quanto mais forçamos o sistema para produzir melhor, mesmo que na margem essa nova adição produtiva seja mais limpa e ecológica, o impacto não pára nenhum momento de subir (isso vale para o mito fortíssimo da energia limpa...). Dá para entender porque um jornal como o NYT publica isso sem visão crítica alguma, mas muitos já sabem que precisamos substituir a produção atual e não adicionar novas produções com ideias mirabolantes que de forma alguma revogam a finitude da Terra.

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New York Times na Folha de S.Paulo da Segunda Feira, 2 de Agosto 2010

Austrália combate gases bovinos do efeito estufa

Por Norimitsu Onishi

GATTON, Austrália - A julgar pelo que diz Athol Klieve, a chave para a redução das enormes emissões australianas de gases do efeito estufa é tornar a vaca mais parecida com o canguru, o animal-símbolo do país.

Ambos os animais são herbívoros e fermentam o alimento antes de passá-lo ao estômago principal. Mas, enquanto o gado expele enormes quantidades de metano para digerir a comida, os cangurus arrotam ácidos inofensivos, que podem ser transformados em vinagre.

Klieve, um especialista em estômagos bovinos, tem mexido na dieta dos ruminantes para que eles arrotem menos. Mas se anima ao falar em comandar uma equipe de pesquisadores para fazer o intestino do gado funcionar como o dos cangurus.

"Aditivos na ração podem levar a reduções no metano", disse Klieve. "Mas estamos tentando outras coisas que poderiam nos permitir um salto quântico e, por isso, estamos observando os cangurus."

A Austrália emite mais gases do efeito estufa per capita do que praticamente qualquer outro país, graças às suas usinas termoelétricas a carvão. Mas mais de 10% desses gases vêm daquilo que burocratas chamam de emissões pela criação animal.

A qualquer momento, após mastigarem e regurgitarem sua comida, dezenas de milhões de vacas australianas, e também ovelhas, estão arrotando metano incessantemente.

Como o metano é considerado 21 vezes mais potente do que o dióxido de carbono no processo de aquecimento da atmosfera, esses arrotos dão munição para ambientalistas, vegetarianos e outros críticos da carne.
Agora, a indústria da carne está reagindo. Junto com o governo, ela está financiando uma campanha de US$ 24 milhões para reduzir as emissões animais de gases.

Os pesquisadores examinam medidas como ajustar as rações, melhorar a gestão do estrume, recalibrar os organismos estomacais e selecionar geneticamente animais que arrotam menos. Esses cientistas estudam os
estômagos de ruminantes como vacas, ovelhas e cervos.

Num país onde a crescente conscientização ambiental pode afetar a venda de carne, a entidade Carne e Criação Austrália está convidando ambientalistas importantes para seminários intitulados "Carne vermelha pode ser verde?".

Na parte anterior do sistema digestivo de uma vaca, que pode conter mais de 90 kg de pasto a qualquer momento, a fermentação do alimento leva à liberação de hidrogênio. Micróbios chamados metanogênicos ajudam a eliminar o excesso de hidrogênio, produzindo metano.

Em outros animais que apresentam fermentação na parte posterior do sistema digestivo -ou seja, depois da passagem pelo estômago-, o metano às vezes é liberado por meio de flatulência, algo que, segundo Klieve, tem gerado confusões sobre o seu trabalho.

Como o gado, os cangurus fazem a fermentação na parte anterior do trato digestivo. Mas, em vez de usarem micróbios metanogênicos para se livrar do hidrogênio indesejado, os cangurus usam micróbios diferentes, que reduzem o hidrogênio não pela produção de metano, e sim de ácido acético, a base do vinagre. Seria possível transplantar esses micróbios para as vacas? Seria possível criar nos estômagos bovinos um ambiente em que os micróbios bons substituiriam os metanogênicos?

"Se pudermos responder essas perguntas, estaremos avançando para conseguir que esses animais não fiquem produzindo metano", disse Klieve.

Nem todo o mundo apoia a pesquisa. "Isso soa surpreendente para mim, que este seja o foco primário, quando já há um animal que faz isso", disse George Wilson, diretor da Australian Wildlife Services, empresa de gestão da vida selvagem, que faz campanha pelo maior consumo de carne de canguru na Austrália.

A proposta foi favoravelmente citada num relatório governamental de 2008 sobre a mudança climática, que apontava que por 60 mil anos os cangurus foram a principal fonte de carne para os aborígenes australianos.

Mas Beverley Henry, encarregada de questões climáticas da Carne e Criação Austrália, disse que a ideia é inviável. "Você precisa de algo como dez cangurus para produzir a mesma quantidade de carne de um bezerro. Não dá para pastoreá-los ou cercá-los."

terça-feira, 8 de junho de 2010

ONU: Carne é um alimento antiecológico

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Além de ser vegetariano, há outras idéias: evitar andar de carro (esse hábito terrível faz com que diante dos nossos olhos o desperdício energético seja tão grande que podemos ver só no trânsito de São Paulo várias usinas Belo Monte que seriam desnecessárias), evitar andar de avião (idem), focar o consumo em produtores locais e pequenos, perseguir decentralização governamental (a idéia de deixar nas mãos dos governos locais decisões sobre sociedade e meio ambiente deveria ir avante), abandonar o consumo desenfreado de bens inúteis, etc.

Nossa sociedade agora foca nos carros-caminhões (os horrorosos e perigosos SUVs), porque carro não é um meio de transporte, mas um mecanismo de divisão social, segundo Goura Nataraj e Andre Kaon Lima. Quanto mais as classes baixas acessam automóveis médios, mais as mais altas precisam se distanciar com carros maiores. O objetivo é a divisão, não o uso.

Não podemos nem devemos produzir mais coisas e sim devemos cortar o desperdício e o desnecessário. Não é de mais energia que precisamos, mas do fim do desperdício, em primeiro lugar, e de um modelo econômico onde as pessoas e o planeta existissem e não fossem apenas números (descartáveis como os bens que nosso sistema produz).

Detesto falar de mim mesmo e usar o pronome na primeira pessoa, mas eu já sou vegetariano há 10 anos. Não suporto a idéia da crueldade feita contra os animais pela indústria toda, além da questão ecológica (a ineficiência ecológica do consumo de carne em relação aos vegetais é gigante). Também sou um ciclista urbano (quase suicida) na cidade de São Paulo, onde o desrespeito monumental das autoridades e das pessoas é um desafio enorme. Não há acesso nem lugares para estacionar as bicicletas em quase todos os pontos urbanos, comerciais ou governamentais. Ciclovias nem se fale, não existem praticamente. Tudo é voltado para o transporte particular de carros de três toneladas para poucos. O resto que se vire.

Mas, o mais importante é colocar o peso da mudança nas instituições e nas empresas: eles respondem por 90% da pegada ecológica. Os indivíduos participam com 10%. Ou seja, aquilo que podemos mudar no dia a dia só irá resolver 10% do problema. Mas claro que a mudança dos indivíduos (com a recusa de produtos com impacto muito grande e de lixo que não tem destino), se disseminada, irá mudar o mundo. Mas estamos muito longe disso acontecer, nem sabemos mais se dará tempo.

Hugo Penteado

ONU: Carne é um alimento antiecológico.



ONU recomenda dieta vegana para compater mudança climática

Posted: 04 Jun 2010 12:57 PM PDT

Uma mudança global para uma dieta vegana é vital para salvar o mundo da fome, pobreza de combustíveis e os piores impactos da mudança climática, diz um novo relatório da ONU. A previsão é de que a populção mundial chegue a 9.1 bilhões de pessoas em 2050 e o apeite por carne e laticínios é insustentável, diz o relatório do programa ambiental da ONU (UNEP).
A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa, diz o relatório que foi lançado para coincidir com o dia do meio ambiente no próximo sábado (05 de junho).
Diz o relatório: “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam sustancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil producar alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.”

O painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o mais crescimento econômico, eles disseram.
Professor Edgar Hertwich, o principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fóssil.”
Ernst von Weizsaecker, um dos cientistas que lideraram o painel, disse: “Crescente afluência está levando a um maior consumo de carne e laticínios – os rebanhos agora consomem boa parte das colheitas do mundo e, por inferência, uma grande quantidade de água doce, fertilizantes e pesticidas.”
Fonte: Guardian / via Lobo Repórter

segunda-feira, 24 de maio de 2010

A CONTA D'AGUA DO BOI

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Who cares? Quem se importa?

A CONTA D'AGUA DO BOI

por Maurício Waldman

Um apelo muito difundido tem realçado que o desperdício de água pode ser resolvido fechando a torneira, diminuindo o tempo do banho e racionalizando a utilização da mangueira. Certo é que estes procedimentos são pertinentes e necessários. Porém a questão da água inclui problemáticas bem mais complexas, sendo pretensão deste artigo, avaliar facetas pouco lembradas.

No caso, o texto terá por foco a relação entre o delicioso bife de carne bovina que parece indispensável na mesa do brasileiro e a conta d’água da natureza. Vejamos o que esta instigante discussão nos revela.

A escalada da poluição tem comprometido a água potável de modo sem precedentes. Nunca na história se constatou uma situação em que o acesso ao líquido estivesse tão ameaçado. Daí as campanhas alertando para poupar água. Até porque, mudar atitudes é essencial para afastarmos a ameaça da sede.

Contudo, é necessário frisar que a questão dos recursos hídricos inclui muitas nuanças. Recordemos em primeiro lugar que a agro-pecuária absorve em média 70% do consumo mundial de água; é seguida pela indústria com 20% e pelo consumo residencial, com 10%.

Como é possível perceber, o consumo doméstico de água é o menor dos três. Ressalve-se que 1.000 litros de água potável (isto é, 1 m³), são suficientes para suprir a necessidade biológica de dessedentação anual de um indivíduo. Outros 100 m³ anuais dariam conta dos propósitos domésticos.

Exatamente por conta do que foi exposto, a ponderação nos impõe um dado objetivo: o de que não será simplesmente fechando as torneiras no âmbito doméstico que a crise dos recursos hídricos encontrará solução. A atitude irá ajudar. Mas resolver não vai.

Portanto, vamos centrar nossa atenção na agro-pecuária, que reclama para si o essencial das águas doces do Planeta. Neste sentido, uma vasta literatura confirma a enorme proporção de água tradicionalmente solicitada pela produção rural. Trata-se de uma “água virtual”, pois embora não esteja visível, foi incorporada no processo de produção dos alimentos.

Exemplificando: a produção de um quilo de trigo reclama o suprimento de 900 litros de água; para produzir um quilo de milho, são necessários 1.400 litros; um quilo de arroz implica em 1.910 litros. Em resumo: uma gestão eficiente dos alimentos importa em muito para a preservação das águas doces.

Igualmente claro é que de longe, a proteína animal é altamente voraz em termos de recursos hídricos. A pecuária é um ramo de atividade sedento, que absorve fração considerável da água disponível. Uma avaliação indica, apenas para as quantidades voltadas para a dessedentação dos animais: 53 litros diários para o gado bovino; 41 para cavalos e jumentos; 6 para suínos, cabras e ovelhas; 0,2 para galinhas.

No Brasil, o item dessedentação de rebanhos consome 4,9% da água, sendo que deste total, o gado bovino absorve cerca de 93%, dos quais a região Centro-Oeste, um destaque na produção de carne bovina, é responsável pela terça parte deste consumo. Há também um consumo de água na forma de ração, limpeza de estábulos, nos matadouros, etc.

É nesta perspectiva que o consumo de carne bovina passou a ser discutido por diversos especialistas. Na voz de cientistas como Dominique Armand e David Pimentel, no contexto da criação extensiva operando com escasso nível técnico, a carne de boi reclama a fabulosa quantia de 100.000 litros de água para cada quilo, podendo inclusive chegar a cifras como 150.000 litros para cada quilo.

Claro que existem fontes citando números menores: 35.000, 20.000 ou mesmo 16.193 litros/quilo, este último um cálculo de Hilel Shuval, renomado agrônomo israelense. Entretanto, recorde-se que esta contabilidade trabalha em muitos casos um paradigma ideal. É o mesmo que falar que uma garrafa de um litro pode ser preenchida com um litro de água, desde que, é claro a torneira esteja aberta exatamente na boquinha e fechada instantaneamente ao término da operação. E se esta mesma garrafa for colocada debaixo de uma cachoeira, quanto irá somar o fluxo de água até o vasilhame ser preenchido?

O número de Hilel Shuval integra este paradigma ideal. Provém de um país, Israel, que constitui padrão de excelência internacional na gestão dos recursos hídricos. Então, tomando por base uma pecuária altamente eficiente quanto ao consumo de água, é possível sim concordar com 16.193 litros para cada quilo produzido. Contudo, quem foi que disse ser esta a realidade do resto do mundo? Quem também poderia afirmar que 16.193, 20.000 ou 30.000 litros é pouco? É menos que 100.000 ou 150.000. Mas é pouco?

Procurando assimilar o significado destes dados, recorde-se que os 100.000 litros de água requisitados para produzir um quilo de carne bovina equivalem a cem caixas d’água domésticas, o que de pronto já significa muita água. Uma outra forma de contabilizar este montante é recordar que 100.000 litros de água são suficientes para uma pessoa tomar banho de ducha durante quatro anos e oito meses e banho de imersão durante um ano e sete meses. Por conseguinte, poupa-se mais água deixando de comer meio quilo de carne do que deixar de tomar banho durante um ano inteiro.

Trata-se de um dado perturbador, principalmente quando se sabe que a falta de água assola milhões de pessoas, dispondo no dia a dia de uma fração mínima do líquido. Segundo estimativas da ONU, 30% da população mundial já vive situação de penúria hídrica. Pensando um referencial de 50 litros diários por pessoa (em linhas gerais a quantidade consumida por um boi somente para matar sua sede), um bilhão de pessoas vive, atualmente, com uma oferta menor do que esta.

Será então que fechar a torneira será suficiente? Entendemos que não. Compreensivelmente a conta d´água da natureza tem que levar em consideração uma mudança dos padrões de consumo, dos modos de vida e dos gostos culturais, todos solicitando revisão urgente.

Além de fechar a torneira e adotar uma dieta com mais vegetais, temos, para complementar, que diminuir o consumo de hambúrguer, contribuindo assim para disponibilizar mais água para as pessoas.

Afinal, ninguém jamais conseguiu beber um boi!

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Estes e muitos outros dados constam na Tese de Doutorado USP de Maurício Waldman, Água e Metrópole: Limites e Expectativas do Tempo: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-20062007-152538/

Fonte: http://www.institutoninarosa.org.br/index.php


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Consumo de carnes e peixes representa desperdício, diz relatório da ONU

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Se a questão ambiental não fosse uma externalidade fora do sistema de preços e se as gerações futuras contassem e se não fôssemos individualistas suicidas, o preço da carne seria 20 vezes seu valor atual, o da gasolina, 100 vezes, e por aí vai.

Fácil gerar progresso em cima de externalidades e do genocídio das gerações futuras. Fácil manter progressos inúteis e injustificáveis de países já em colapso como China e Estados Unidos exportando seu colapso para o resto do mundo de graça via comércio global.

O problema vai ser resolvido, mas não via mudança de comportamento e sim via desaparecimento de parte de nós, se tivermos sorte, pois há o risco de desaparecimento total da vida.

Vai ver é a evolução do Universo...

23/02/2010 - 12h18

Consumo de carnes e peixes representa desperdício, diz relatório da ONU

ANNE CHAON
da France Presse, em Paris

Atualizado às 12h44.

Acostumados ao título de "topo absoluto da cadeia alimentar", os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca massiva está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. São importantes motivos para mudança de hábitos.

Alimentar a humanidade --nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU-- exigirá uma adaptação de nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, que precisarão ajudar os países em desenvolvimento.

Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), publicado nesta terça-feira (23), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano.

A situação se agrava com a ocidentalização de hábitos e o enriquecimento: um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países desenvolvidos, o consumo chega a 80 kg per capita.

"O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo", destacou o cientista Hervé Guyomard.

Ele é diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre "os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050".

Desperdício com ração

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos.

Deste total, no entanto, 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais --que só restituem em média 500 calorias na mesa--, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos de outras formas.

O desperdício é grande, pois mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado --56% nos países ricos-- segundo o World Resources Institute.

O gado custa caro ao ambiente: 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa, segundo a FAO (mais que os transportes) ou 51%, segundo o World Watch Institute (mais que a geração de energia).

A pecuária também custa 8% do consumo de água e 37% do metano, que colabora para o aquecimento global 21% mais que o CO2 emitido pelas atividades humanas.

Não rentável

E, mesmo que seja uma possível fonte de proteínas, a carne bovina não é "rentável" do ponto de vista alimentar: "são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina", explicou Guyomard.

Substituir o consumo de carne de animais terrestres pela carne de peixe não seria ainda uma alternativa adequada.

"Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável", estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD).

O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies.

No atual ritmo, a totalidade das espécies comerciais terá desaparecido em 2050.

Ativistas como do grupo paulista Veddas defendem como solução o veganismo, abstenção de todo tipo de produto derivado de animais.

Justificam que, além de haver o impacto ambiental gerado pela pecuária, "animais têm o direito à vida e à liberdade, livres da exploração humana".

Com Folha Online


segunda-feira, 22 de junho de 2009

Greenpeace - Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart suspendem compra de carne de desmatamento na Amazônia

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1ª Vitória: Pão de Açúcar, Carrefour e Wal Mart suspendem compra de carne de desmatamento na Amazônia

Jun 12 2009 12:00AM

Fonte: Greenpeace Brasil


Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar suspendem compras de
frigoríficos envolvidos no desmatamento da Amazônia

Manaus (AM) — Em nota assinada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), empresas anunciaram a suspensão de compras de produtos bovinos de 11 empresas frigoríficas do estado do Pará

Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour, em nota também assinada pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) anunciaram a suspensão de compras de produtos bovinos de 11 empresas frigoríficas do estado do Pará, incluindo a Bertin, por não terem garantias de que a carne não vem de áreas desmatadas na Amazônia. A decisão é resultado da ação civil pública (ACP) do Ministério Público Federal (MPF) no Pará, que encaminhou, na semana passada, recomendação às grandes redes de supermercados e outros 72 compradores de produtos bovinos para que parem de comprar carne proveniente da destruição da floresta. O descumprimento do pedido pode resultar em multa de R$ 500,00 por quilo de produto comercializado.

A medida dos varejistas também foi resultado do relatório sobre a pressão que o gado exerce sobre a Amazônia, lançado há apenas dez dias. “A ação é um repúdio às práticas denunciadas pelo Greenpeace. O setor supermercadista, através da Abras não irá compactuar com as ações denunciadas e reagirá energicamente”, diz a nota. “Os frigoríficos que atuam na Amazônia precisam se comprometer imediatamente a parar de comprar gado de fazendas que desmatam”, disse André Muggiati, do Greenpeace.

Os supermercados solicitaram aos frigoríficos que apresentem ao Ministério Público um plano de auditoria socioambiental, realizado por empresa independente, sobre a origem do gado que comercializam. O MPF já havia pedido aos supermercados e empresas notificadas que implementem sistemas de identificação sobre a origem do produto bovino.

Além disso, o Ministério Público Federal pretende ampliar as ações de combate ao desmatamento com responsabilização da cadeia produtiva da pecuária para outros estados da Amazônia, como Mato Grosso e Rondônia.

O Greenpeace lançou na semana passada o relatório “A Farra do Boi na Amazônia” apontando a relação entre empresas frigoríficas envolvidas com desmatamento ilegal e trabalho escravo com produtos de ponta comercializados no mercado internacional. Para piorar, o governo brasileiro financia e tem participação acionária nas principais empresas pecuárias que atuam na Amazônia. O frigorífico Bertin é uma das empresas apontadas pelo Greenpeace como responsáveis pela compra de gado de fazendas que desmataram ilegalmente a floresta Amazônica, distribuindo no Brasil e mundialmente os produtos derivados dos animais.

http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/gado


Leia abaixo a nota dos supermercados:

ABRAS repudia práticas denunciadas pelo Greenpeace.

Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar suspendem as compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia e deverão trabalhar com auditoria de origem. Em reunião realizada na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no dia 8 de junho, as três maiores redes de supermercados do País, Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar decidiram suspender as compras das fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Ações judiciárias contra pecuária

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Ações judiciais contra pecuária

01/06/2009, 10:32
Como adiantado por O Eco, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou hoje ações contra 22 fazendas e 13 frigoríficos que participam da devastação da Amazônia por meio da cadeia econômica da pecuária. Elas exploram gado ilegalmente em áreas desmatadas no sudeste do Pará. As ações pedem indenizações milionárias contra as fazendas que, mesmo embargadas pelo governo, insistiram na criação de gado. Os frigoríficos que compraram os rebanhos serão processados para pagamento de danos à sociedade brasileira.

A lista de réus envolve seis fazendas da Agropecuária Santa Bárbara, da família do banqueiro Daniel Dantas, e o frigorífico Bertin.

Além das ações judiciais, o MPF enviou 72 recomendações para supermercados, fábricas de cosméticos, indústrias calçadistas e outras empresas que compram produtos bovinos vindos do desmatamento em terras paraenses. As empresas Carrefour, Makro, Pão de Açúcar, Perdigão, Wal-Mart, Ypê, entre outras, passam a ser consideradas como co-participantes dos danos ambientais se persistirem na compra de carne e outros produtos bovinos vindos de áreas de desmatamento.

Gigante da indústria da carne pratica atividades ilegais na Amazônia

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O Minc - pediu registro oficial das multas. Fica imaginando um órgão com ziguilhão de braços, burocracia ineficiente, falta de controle e a Amazônia, que ainda ninguém se deu conta: é terra de ninguém, não tem presença do governo, não tem polícia federal, delegacia, correio, etc. O pior é a desculpa das associações de pecuaristas: isso é culpa da falta de exigência dos consumidores e das instituições. Ok, se ninguém exige um bom comportamento, mesmo que suicida, anti-ético, criminoso, pode ser praticado? Essa transferência de responsabilidade que cai em lugar nenhum é surrealista. Haja paciência, tudo que falam, partem do pressuposto que não existe vida inteligente na Terra.

Hugo

Gigante da indústria da carne pratica atividades ilegais na Amazônia

Data: 31/05/2009
Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link: http://www.amazonia.org.br

O Frigorífico Bertin, maior exportador de carne e um dos maiores grupos do setor no mundo, está envolvido em uma série de escândalos relacionados às atividades na região Amazônica, financiadas pelo IFC (sigla em inglês para Corporação Financeira Internacional) – braço financeiro do Banco Mundial. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o frigorífico teria negociado com autoridades do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para evitar pagar multas por não respeitar leis ambientais e adquirir gado apreendido por um preço abaixo do mercado.

Bertin, que em 2007 recebeu R$ 90 milhões do IFC para desenvolver atividades da pecuária na Amazônia, foi multado três vezes pelo órgão nos últimos nove meses devido a irregularidades ambientais em seus frigoríficos localizados no Pará. No entanto, as multas que totalizam o valor de R$ 3, 4 milhões, não foram pagas. De acordo com Luciano Evaristo, diretor de Proteção Ambiental do instituto, as multas foram “esquecidas” pelos agentes locais do Ibama. Já a funcionária do órgão, Cleonice Aires Pereira, negou a afirmação de Evaristo, dizendo que a o “esquecimento das multas” foi uma decisão deliberada pelo Ibama.

O jornal descobriu ainda que, alguns dias depois de ser multado, o frigorífico comprou do instituto 3.046 cabeças de gado, que tinham sido apreendidas pelo Ibama. Bertin teria pago cerca de um quarto do preço de mercado, R$ 1,2 milhões. De acordo com funcionários do Ibama, o órgão teria deixado de cobrar as multas para vender, ilegalmente, o gado apreendido.

Segundo o deputado federal, Luciano Pizzatto (DEM), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, teria sido avisado pelo parlamentar sobre a negociação ilegal entre Bertin e o Ibama que, após o vazamento da informação, registrou, no final de abril de 2008, as multas oficialmente. A execução do registro no sistema do órgão foi feita em agosto de 2008.

Financiamento
As atividades do frigorífico começaram a se expandir na região amazônica em 2006. Atualmente, ela opera no Pará, Rondônia e Mato Grosso. Inicialmente, sua expansão foi financiada por um empréstimo controverso do IFC.

No último ano, Bertin recebeu um financiamento de US$ 1,7 bi, equivalente a R$ 3,3 bilhões. De acordo com um documento feito organizações não governamentais ao Banco Mundial, em março de 2007, o empréstimo do IFC foi aprovado sem respeitar os procedimentos internos no banco – omitindo a maior parte dos estudos ambientais e dando informação incompleta e enganosa ao conselho.

Segundo um estudo do Greenpeace que será lançado na segunda-feira (1), grande parte do gado do frigorífico é ilegal. A empresa, segundo o relatório, também está envolvida com o trabalho escravo.

A Associação Brasileira dos Exportadores de Carnes - em resposta ao estudo A Hora da Conta, feito pela organização Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, reconheceu que seria impossível para qualquer grande frigorífico operar legalmente na Amazônia.

Segundo o diretor da organização, Roberto Smeraldi, esta situação “é uma consequência óbvia da deliberada falta de uma efetiva diligência por parte de brasileiros e instituições financeiras internacionais que subsidiam atividades pouco rentáveis se conduzidas na legalidade”

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Uma verdade inconveniente brasileira

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Por Henrique Andrade Camargo em 11/12/2008
Fonte: Mercado Ético

Falar em verdade inconveniente no Brasil chega a ser pleonasmo. Há várias delas em todo lugar da nação. Por hora, vamos ficar com o aquecimento global e tratar de um ponto que Al Gore não trata no “Uma verdade inconveniente” dele: a pecuária.

Diz-se que a demanda por energia dos países ricos é a principal culpada pela situação desagradável que enfrentamos hoje. A queima de combustíveis fósseis para a produção dessa energia libera muitos gases de efeito estufa na atmosfera, principalmente o demonizado CO2.

Não é o caso do Brasil, já que 80% da energia utilizada no país vem de hidrelétricas, consideradas fontes limpas. Mas a situação aperta quando o assunto é pecuária.

Não vamos fazer catecismo vegetariano ou declarar guerra aos carnívoros e pecuaristas do mundo (muito menos em época de festas). O importante é ter consciência de como um simples ato de alimentação pode condenar todo um sistema (não vamos abordar sobre qual é o melhor ou pior regime para o ser-humano). No fim das contas, cada um escolhe o que coloca dentro da própria boca.

Um gás malcheiroso

Toda vez que vou ao cinema aqui em Londres, onde moro atualmente, sou obrigado a assistir ao reclame da fabricante de sorvetes Ben & Jerry’s. Eles se dizem livres da pegada ecológica. Um dos pontos da propaganda é a menor flatulosidade de suas vaquinhas leiteiras que, como afirmam, contribui para diminuir o efeito estufa.

Apesar de soar um tanto cômico, aquilo me chamou a atenção. Quer dizer que, além de malcheirosos, os traques também esquentam o globo?

Claro! O metano produzido pela digestão bovina (ou por qualquer outro meio) é um dos gases que mais contribuem para o efeito estufa. O CH4 tem uma alta capacidade de armazenar calor - 21 vezes maior que o grande vilão CO2.

E está aí uma das maiores contribuições do Brasil para o aquecimento global.

O país conta com aproximadamente 200 milhões de cabeças de gado. É o maior rebanho comercial do mundo. Levando-se em conta que cada boi emite até 60 kg de CH4 por ano, chega-se a 12 milhões de toneladas desse gás despejadas na atmosfera pelos bovinos brasileiros. Já que o metano é 21 vezes pior que o CO2, não seria exagero dizer que essa quantidade equivale a 252 milhões de toneladas de dióxido de carbono, o mesmo montante produzido pelas queimadas na Amazônia.

A Organização das Nações Unidas (ONU) já estudou o caso. De acordo com a entidade, a criação animal para consumo humano contribui em 40% mais para o aquecimento global do que os aviões, carros e caminhões do planeta.

Não foi à toa que, há alguns meses, Su Taylor, da Vegetarian Society, organização vegetariana do Reino Unido, disse à revista New Scientist que a maneira mais fácil de reduzir a pegada ecológica é parar de comer carne.

Claro que isso não vai acontecer. Mas uma conscientização do ônus ambiental causado pela pecuária é o primeiro passo para, pelo menos, diminuir o consumo e, conseqüentemente, o estrago dessa atividade.

* Henrique Andrade Camargo é jornalista e blogueiro (http://www.minhalondres.blogspot.com). Já trabalhou para a Gerência de Comunicações do Grupo Abril e colaborou com revistas como Viver Psicologia, VIP e Superinteressante. Nesta última, junto com a equipe da publicação, ganhou medalha de ouro no Prêmio Malofiej 2005, o Oscar da infografia mundial, que é concedido pela Universidade de Navarra, na Espanha.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Proposta da ONU

Fizeram uma lavagem cerebral para a gente comer carne como se fôssemos carnívoros, só que não somos. A nossa saliva é alcalina, a do carnívoro é ácida, a carne já derrete na boca. O nosso estômago produz um pinguelo de ácido clorídrigo, o carnívoro produz quantidade dez vezez maior. Quando a carne chega no nosso intestino, percorre um percurso longuíssimo; no carnívero o trajeto é curto. Segundo os médicos, só conseguimos digerir de 30 a 40 gramas de carne a cada 3 ou 4 horas, o resto vira bolo fecal de carne podre, mandando toxinas e causando doenças diversas, entre elas o câncer. A indústria alimentícia que saqueia nosso planeta não agradece sozinha, a químico-farmacêutica também agradece!

Em relação a essa proposta da ONU eles esqueceram de avisar os chineses: o consumo de carne per capita lá aumentou 300%. De novo: a indústria alimentícia que saqueia nosso planeta não agradece sozinha, a químico-farmacêutica também agradece!

Somos um bando de pessoas que não entendemos nem a ecologia do nosso corpo, o que se dirá do planeta.

ONU propõe que se coma menos carne para lutar contra a mudança climática
da France Presse, em Londres


As pessoas deveriam reduzir o consumo de carne como contribuição pessoal para combater a mudança climática, segundo um especialista da ONU em entrevista neste domingo a um jornal britânico.
Rajenda Pachauri, presidente do IPCC (Painel Intergovernamental de Especialistas das Nações Unidas sobre Mudança Climática) declarou ao jornal "The Observer" que as pessoas deveriam começar a deixar de comer carne um dia por semana para, posteriormente, ir reduzindo ainda mais o consumo.
O economista indiano argumenta que uma mudança na dieta seria muito importante na luta contra a mudança climática porque, com a redução do consumo de carne, se reduziria também as emissões de gases de efeito estufa e problemas ambientais como a destruição de habitats naturais pela criação de gado.
O especialista de 68 anos, vegetariano convicto, oferecerá na segunda-feira uma palestra em Londres sobre "Aquecimento climático: o impacto da produção e o consumo de carne na mudança climática".
Em um relatório de 2007, o IPCC alertou que, se não forem tomadas medidas, a mudança climática provocará a fome, secas, tempestades e perdas em massa de espécies.
Este grupo ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2007 junto com o ex-vice-presidente americano Al Gore.

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